
Foto: Paullo Allmeida/FolhaPE
Os tempos de austeridade permanecem na Praça da Bandeira e não dão sinais que serão abandonados tão cedo. Com algumas receitas ainda presas, como parte dos valores da venda de Diego Souza e do patrocínio da Caixa Econômica, somado aos insucessos no Campeonato Pernambucano e na Copa do Brasil, a prioridade no Sport permanece a mesma: colocar os salários do elenco em dia. Nem mesmo as saídas do zagueiro Henriquez, do lateral-direito Fellipe Rodrigues e do volante Fabrício, no começo desta semana, fizeram com que a diretoria passasse a colocar as reposições dessas peças como algo prioritário. Na verdade, os dois primeiros nomes foram vistos como boas oportunidades de enxugar a folha salarial, já que foram rescisões amigáveis. Já Fabrício foi emprestado ao Guarani e com apenas 20 anos deve pegar mais experiência atuando na Série B do que no banco de reservas no Leão.
Assim que assumiu a diretoria de futebol, em meados de fevereiro, o atual vice-presidente de futebol Guilherme Beltrão já havia anunciado que havia um planejamento de redução de folha salarial para se encaixar com a nova realidade financeira do clube. Comparado ao Brasileirão do ano passado, o Sport está gastando atualmente cerca de 30% a menos do que a folha do elenco profissional que tinha medalhões como Rithely, Diego Souza e André. Com algumas dessas rendas "travadas" por burocracias, a diretoria do Sport conseguiu pagar no final do mês passado a folha salarial de abril, ficando em aberto maio e com junho prestes a vencer também. "Infelizmente, ainda não temos essa previsão de pagamento das folhas agora. Mas, o esforço é grande para isso. Não podemos focar em contratação antes de botar o elenco em dia. Se acontecer uma situação ou outra, como foi com Jean, que o custo não é alto, aí sim contrataremos. Mas serão casos pontuais", comentou Júlio Neto, diretor de futebol.
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