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(Foto: Alkis Konstantinidis / Reuters)
O número de mortos nos incêndios que arrasaram na segunda-feira (23) a costa nordeste de Atenas, capital da Grécia, subiu para 50, enquanto os feridos são 156, segundo o último balanço da Defesa Civil.
O número de mortos não é definitivo e pode aumentar, pois entre os feridos 11 estão em estado grave.
Anteriormente, autoridades anunciaram que o fogo havia matado 24 pessoas. Mas em seguida 26 corpos foram encontrados em uma casa em Mati, na área entre o porto de Rafina, a 30 km de Atenas, e Nea Makri.
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(Foto: Alkis Konstantinidis / Reuters)
Os incêndios florestais seguem se alastrando sem controle em várias partes da Grécia, destruindo casas, interrompendo o serviço em grandes vias de transporte e obrigando as pessoas a fugirem para se salvar. O G1 acompanha o drama grego.
O porta-voz do governo, Dimitris Tzanakopoulos, afirmou na noite de ontem (madrugada na Grécia) que ao menos 16 crianças estão entre os feridos.
Entre os mortos, disse o porta-voz, está um bebê de 6 meses que não resistiu à intoxicação por fumaça.
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(Foto: Thanassis Stavrakis /AP Photo)
Um jornalista da agência Reuters viu ao menos quatro pessoas mortas pelo fogo em uma estrada. Eles estariam, segundo a agência, na direção de uma praia onde ficariam mais seguros.
Um fotógrafo da France Presse encontrou três corpos carbonizados embaixo de um carro perto de Rafina, 40 km a leste de Atenas. Duas pessoas morreram antes de serem transferidas a hospitais, anunciou a TV pública Ert, citando os serviços de emergência da capital, Ekav.
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(Foto: Angelos Tzortzinis / AFP Photo)
As autoridades gregas pediram que os moradores de uma região litorânea próxima de Atenas abandonassem suas casas.
As chamas causaram o fechamento de uma das vias expressas mais movimentadas do país e destruiu conexões ferroviárias.
No final da tarde um grande incêndio também começou no norte e no leste de Atenas. Um prefeito local disse ter visto ao menos 100 casas e 200 carros consumidos pelas chamas.
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(Foto: Costas Baltas / Reuters)
Vilarejo foi destruído
O fogo destruiu o vilarejo de Mati, a 29 km de Atenas. Foi lá que as autoridades encontraram a maior parte dos mortos.
"Mati não existe mais nem mesmo como um pequeno povoado", disse uma mulher à rede de televisão grega Skai. "Eu vi corpos e carros queimados. Tenho muita sorte de estar viva", disse a moradora.
Mati fica em uma região considerada popular por turistas locais. Idosos e crianças em colônias de férias costumam procurar a pequena cidade.
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(Foto: Alkis Konstantinidis / Reuters)
Inverno seco e verão quente
Incêndios florestais não são incomuns na Grécia, mas o país teve um inverno considerado seco no início deste ano. Com as altas temperaturas no verão, houve condições ideais para o fogo se alastrar. Dezenas de pessoas morreram quando incêndios florestais devastaram o sul grego em 2007.
"Faremos tudo que é humanamente possível para controlá-lo", disse o primeiro-ministro Alexis Tsipras, que estava na Bósnia e resolveu antecipar a volta à Grécia. "Estamos lidando com algo completamente diferente, acrescentou.
O Exército foi convocado para ajudar a combater o fogo.
Voos foram desviados ou cancelados.
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(Foto: Costas Baltas / Reuters)
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(Foto: Alkis Konstantinidis / Reuters)
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(Foto: Costas Baltas / Reuters)
G1