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(Foto: Reprodução/TV Globo)
O Boletim médico divugado às 14h20 pelo Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, onde o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) está internado desde a manhã desta sexta-feira (7) informa que ele está consciente e em boas condições clínicas. O presidênciavel foi esfaqueado durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora (MG).
"O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Israelita Albert Einstein na manhã de hoje, 7, encontra-se consciente e em boas condições clínicas. O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional", informa o boletim.
"O tratamento iniciado anteriormente em Juiz de Fora (MG) está sendo continuado. A equipe médica responsável pelo paciente é formada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo e o clínico e cardiologista Leandro Santini Echenique", completa.
O hospital, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não vai mais divulgar boletins sobre o estado de saúde do candidato nesta sexta-feira.
A transferência de Bolsonaro da Santa Casa de Juiz de Fora para o centro médico da capital paulista foi decidida pela família após médicos considerarem o estado de saúde dele "extremamente estável".
Em sua conta no Twitter, Bolsonaro afirmou que está bem e se recuperando e agradeceu à família e aos médicos.édico (a transferência não foi feita diretamente porque seu heliponto está bloqueado).
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(Foto: Reprodução/TV Globo)
Apoiadores do candidato estavam na porta do hospital aguardando a chegada da ambulância. “Eu amo ele”, disse a professora Luci do Vale Rocha, de 60 anos. Acompanhada da amiga Valeria de Oliveira, aposentada de 71 anos, ela vestia camiseta com foto de Bolsonaro e carregava uma bandeira do Brasil.
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(Foto: Tahiane Stochero/G1)
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(Foto: Reprodução/TV Globo)
Pós-operatório
Bolsonaro estava internado na Santa Casa de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde passou por uma cirurgia após o ataque que sofreu na quinta (6), na mesma cidade mineira.
O médico do Albert Einstein que foi a Juiz de Fora, o gastroenterologista Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, gravou um vídeo em que elogiou a equipe da Santa Casa.
Chegando lá, encontrei o candidato em excelentemente atendido pela equipe do doutor Eduardo, da UTI, que deve ser parabenizada. Uma cirurgia muito benfeita, de alta complexidade, pelo doutor Luiz Henrique, brilhante cirurgião de Juiz de Fora. Ou seja, um tratamento perfeito”, disse.
“O deputado já estava acordando, já estava bem consciente, ele recebeu pouca transfusão de sangue em função do grave sangramento que ele teve e hoje, apresentando melhora, nós optamos juntamente com a equipe de Juiz de Fora trazê-lo para cá e vamos continuar o tratamento dele no Hospital Israelita Albert Einstein”, acrescentou.
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(Foto: Reprodução TV Globo)
Segundo médicos ouvidos pela reportagem, o candidato está "extremamente estável", e não havia risco para a transferência. Por isso, a família de Bolsonaro decidiu pela internação no Einstein. Um médico do hospital paulistano acompanhou o candidato no voo.
Em um vídeo gravado na Santa Casa de Juiz de Fora e divulgado pelo site "O Antagonista" e nas redes sociais pelo senador Magno Malta (PR), Bolsonaro diz que nunca fez mal a ninguém e que se preparava para os riscos da campanha eleitoral.
"Até o momento, Deus quis assim. Eu me preparava para um momento como esse porque você corre riscos. Mas, de vez em quando, a gente duvida, né! Será que o ser humano é tão mau assim? Nunca fiz mal a ninguém"
Bolsonaro foi atingido por uma facada na barriga durante um ato de campanha em Juiz de Fora na tarde desta quinta-feira (6). O agressor foi preso.
Recuperação
A previsão de internação por mais de uma semana já havia sido informada pela equipe da Santa Casa de Juiz de Fora. Na noite de quinta-feira (6), o médico Luiz Henrique Borsato, um dos profissionais que operaram o candidato, ressaltou que o prazo é uma estimativa e que tudo dependerá da evolução do quadro de Bolsonaro.
O candidato era carregado nos ombros por apoiadores quando um homem se aproximou e o atingiu na barriga. "As lesões internas foram graves e colocaram em risco a vida do paciente", disse Borsato.
Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 15h40 perdendo muito sangue por causa do ferimento e foi submetido a uma cirurgia de urgência chamada laparotomia exploradora. No procedimento, o abdômen é aberto para que a cirurgia possa corrigir as lesões.
O procedimento detectou que o intestino grosso foi transfixado pela faca e que houve também três lesões no intestino delgado. A facada atingiu ainda uma veia do abdômen.
"O que houve foi um sangramento na veia abdominal, que logo foi estancado, e lesões nos intestinos grosso e delgado. Foi retirada a parte lesada do intestino grosso, e o intestino delgado foi costurado", disse Borsato. A lesão no fígado, que chegou a ser uma hipótese, foi descartada.
Cinco cirurgiões e dois anestesistas trabalharam na operação. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue em transfusão. A cirurgia durou cerca de duas horas e terminou por volta das 19h40. Em seguida, Bolsonaro foi levado entubado e sedado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Os médicos fizeram uma colostomia temporária, procedimento que conecta o intestino a uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração. Ele deve ser submetido a outra operação futuramente, para reverter a colostomia.
Com a recuperação durante a madrugada, a transferência a São Paulo foi autorizada.
Agressor preso
No momento em que foi esfaqueado, Bolsonaro fazia corpo a corpo com eleitores na região do Parque Halfeld. O suspeito de atacar o candidato foi identificado pela PM como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos.
O agressor foi preso na delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, onde confessou o crime. Ele transferido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), de Juiz de Fora por volta das 2h30. A PF investiga a participação de um segundo suspeito no ataque ao candidato.
O advogado de Adélio, Pedro Augusto Lima Possa, disse que seu cliente assumiu a autoria do atentado, e que ele agiu por "motivações religiosas, de cunho político". "Ele não tinha intenção de matar, em momento algum. Era só de lesionar", disse Possa.
O agressor é formado em pedagogia. Atualmente, não há registro de filiação partidária dele, mas Oliveira foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. Ele tem passagem na polícia em 2013 por lesão corporal.
A executiva do PSOL em Minas Gerais confirmou que o agressor foi filiado ao partido no passado e divulgou nota repudiando o ataque e cobrando uma investigação.
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(Foto: Igor Estrella e Alexandre Mauro/G1)
G1