Publicada em 12/09/2018 às 07h26.
Indústria de Pernambuco retoma produção a passos lentos, mostra IBGE
Na passagem do mês de junho para julho, a atividade em Pernambuco permaneceu praticamente estável, com leve queda de 0,2%.

Foto: David Alves/Palácio Piratini

 

A indústria pernambucana está retomando o ritmo a passos lentos, conforme mostra a Pesquisa de Produção Industrial mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na passagem do mês de junho para julho, a atividade em Pernambuco permaneceu praticamente estável, com leve queda de 0,2%. Mas na comparação de julho de 2017 com julho de 2018, o Estado apresentou crescimento de 12,3%, a terceira maior alta do País, atrás de Rio Grande do Sul (13,9%) e Pará (13,7%). O resultado local também está acima da média nacional de 4% no mesmo período.


No acumulado de janeiro a julho deste ano, houve alta de 4,7%. Nos sete primeiros meses do ano passado, a alta foi de apenas 0,4%. Para o analista da Produção Industrial Regional do IBGE, Bernardo Almeida, este é um dos indicativos de que a indústria está voltando a crescer aos poucos. “Esse aumento de ritmo no acumulado do ano é devido a uma base de comparação baixa no mesmo período anterior. Isso é reflexo da crise que a economia e a produção industrial vem passando. O crescimento industrial é gradual e controlado por causa do cenário de incertezas que estamos passando”, explica.

 

Na comparação de julho de 2017 com julho de 2018, o crescimento no Estado se explica devido ao desempenho positivo da produção de produtos alimentícios, que subiu 6,40%, com destaque para a produção de margarina, carne e miudezas de aves congeladas, produtos congelados (a exemplo de picolé e sorvete), embutidos e biscoitos ou bolachas. Esta atividade representa 21% da indústria pernambucana. Outro destaque é a produção de produtos de metal (exclusive máquinas e equipamentos), que cresceu 2,80% no mesmo período de comparação. O IBGE afirma que houve maior produção de latas de alumínio para embalagem e esquadrias de alumínio no período. Outra atividade industrial que teve alta proeminente é produtos de borracha e material plástico, que cresceu 1,30% devido à produção de filmes de material plástico para embalagem, entre outros itens.


O IBGE ressalta que há influência do efeito calendário neste resultado, porque julho deste ano teve um dia útil a mais do que o mesmo mês do ano passado, 22 dias.

 

Já outros setores da indústria local apresentaram quedas pequenas, como é o caso de bebidas, correspondente a 7,5% da indústria local, que caiu 0,67%; metalurgia teve redução de 0,38% na comparação de julho do ano passado com o mesmo mês deste ano.


A tendência de recuperação da indústria em Pernambuco já havia sido confirmado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado divulgado anteontem pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas (Comdepe/Fidem). Este setor cresceu 1,2% no primeiro semestre do ano. O destaque, neste caso, é a indústria de transformação.


NACIONAL

Outros Estados que apresentaram destaque na pesquisa de produção industrial na comparação de julho de 2017 com julho de 2018 foi o Rio Grande do Sul e o Pará. No primeiro Estado, o resultado foi impulsionado, principalmente, pelos avanços nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, máquinas e equipamentos, produtos alimentícios, produtos de metal e celulose, papel e produtos de papel. No Pará a alta foi impulsionada, sobretudo, por avanços das indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados).

 

 

JC

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