A AGROCAN (Cooperativa do Agronegócio da Cana-de-açúcar) realizou, na tarde desta quarta-feira (12), a abertura oficial de mais uma safra de produção de etanol e açúcar da Usina Pumaty, em Joaquim Nabuco. A moagem 2018-2019, a quinta desde a implementação do sistema de administração pela cooperativa, deve produzir mais de um milhão de sacas de açúcar e gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
A cerimônia, ocorrida no parque industrial da usina, contou com a presença de empresários, políticos regionais, deputados estaduais e federais, além do então governador e candidato à reeleição pelo PSB, Paulo Câmara. A estimativa da usina é moer no período 700 mil toneladas de cana-de-açúcar, com margem de crescimento para 1 milhão e quinhentas mil toneladas.
Para o Dr. Gerson Carneiro Leão, presidente da AGROCAN e um dos principais responsáveis pela retomada da produtividade da usina Pumaty nos últimos cinco anos, as oscilações do preço do açúcar no mercado trazem, a princípio, um pouco de dificuldades à empresa, que deve focar inicialmente na produção de etanol. Mas, assim que o preço da saca ultrapassar a margem econômica de R$ 70,00, segundo ele, a produtividade deve aumentar por tabela:
- “Esse ano nós devemos moer 700 mil toneladas de cana-de-açúcar, mas a usina tem capacidade de moer 1 milhão e 500 mil toneladas. Hoje o etanol está melhor no mercado do que o açúcar, de fato, mas nós estamos esperando que o preço do açúcar suba um pouco para começarmos a produção, pois a usina está preparada para produzir os dois”, disse.
Ainda de acordo com a AGROCAN, a entressafra desse ano gerou um custo total de R$13,5 milhões de reais. Nos últimos cinco anos, o investimento ficou em torno de R$ 50 milhões.
EMPREGOS DIRETOS E INDIRETOS
A estimativa da cooperativa é que a Pumaty gere, nessa safra, cerca de 5 mil empregos diretos e mais 5 mil postos de trabalho indiretos, um fator importante para a economia regional. Boa parte dessas vagas será preenchida no campo, entre plantio, corte e transporte de cana para a indústria entre os fornecedores da região.
Na visão do fornecedor José Humberto, embora a topografia constitua um pequeno obstáculo, os fatores climáticos favoráveis dos últimos invernos foram essenciais para o crescimento da produção. O atual preço do açúcar no mercado, entretanto, ainda traz dificuldades, mas a perspectiva é de um futuro promissor:
- “A expectativa de fornecimento de cana esse ano é boa devido às condições climáticas, que foram favoráveis. Mas, infelizmente, no início desse mês, o preço da cana caiu um pouco. Mas a expectativa é que melhore, o que será muito importante para movimentar a economia da região”, explicou.
MERCADO DE ETANOL
O momento, de fato, é mais favorável ao álcool que ao açúcar no mercado nacional e internacional, sobretudo com o alto preço da gasolina nos postos de combustíveis. É o que avalia Marcos Menezes, empresário do setor de Etanol. De acordo com ele, a atual política fiscal de Pernambuco contribui para o bom desempenho do segmento:
- “Com o incentivo fiscal que existe aqui em Pernambuco, o consumo tem melhorado bastante. Para as usinas, hoje é mais vantajoso produzir álcool do que açúcar, pois o etanol está remunerando cerca de 30% a mais. E com a gasolina mais cara nos postos, o etanol ganha bastante, pois o consumidor, nesses casos, opta por comprar álcool como combustível”, disse.
Após o início oficial da moagem, os convidados participaram de um almoço no engenho Gravatá, que contou com a presença de políticos e empresários da região. Além do governador, também estiveram presentes os ex-prefeitos João Carvalho e João Bezerra, de Joaquim Nabuco e Palmares, respectivamente.