Publicada em 20/09/2018 às 10h26.
Caso chocante: mãe flagra suposta agressão de professora ao seu filho de dois anos na creche
A ocorrência foi registrada em Catende. O Conselho Tutelar e a Polícia Civil acompanham a denúncia.

 

(Imagem: Márcio Roger/ Portal Nova Mais)

 

 

Um caso grave de suposta agressão de uma professora a uma criança de dois anos tem revoltado moradores de Catende, na Mata Sul do estado. O ato criminoso teria ocorrido na manhã de terça-feira (19) e teria sido flagrado pela mãe do menor, que acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil do município.

 

As informações foram colhidas por uma equipe de reportagem do Portal Nova Mais. De acordo com a apuração, a mãe, Daniela Patrícia Firmino, decidiu procurar a Escola Municipal Aladino Alves, no bairro Alto da Jaqueira, após aconselhamento de um especialista, para saber como o filho estaria sendo tratado no ambiente escolar. Ao chegar à instituição, no entanto, ela teria flagrado, pela janela da sala, o momento em que a professora estava dando tapas no corpo da criança.


Perplexa com a cena, a genitora retirou o filho da sala e procurou a ajuda do Conselho Tutelar, que encaminhou a criança para avaliações médicas na Policlínica de Catende. Após uma bateria de exames traumatológicos, constatou-se que, de fato, havia marcas de agressão no corpo do menor. Diante disso, a polícia foi acionada e encaminhou as partes envolvidas à delegacia.


VERSÃO DA MÃE


Em entrevista exclusiva ao Portal Nova Mais, Daniela contou que ficou em estado de choque ao ver a professora dando tapas em seu filho. Ela também afirmou que teve muita vontade de agredir a educadora, mas foi impedida por funcionários da instituição:


“Eu fiquei em estado de choque quando vi aquela cena. Nunca esperei que a professora fizesse isso com meu filho. Eu sempre conversava com ela pelo WhatsApp, mandava fotos do meu filho e ela sempre dizia que ele era bonito. A vontade que eu tinha era a de agredi-la na hora, mas as pessoas me seguraram e me impediram”, desabafou.


A professora apresentou-se ao delegado espontaneamente, foi ouvida e, em seguida, liberada. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a denúncia.


CONSELHO TUTELAR


Por se tratar de uma agressão a menor de idade, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar os procedimentos legais. Segundo o conselheiro Valmir da Silva, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir que essa violência, caso fique comprovada, não fique impune:


- “Nós pegamos a criança e a levamos para o hospital. Depois levamos os documentos para a delegacia e, em seguida, procuramos, junto com a mãe, a Secretaria de Educação. Pedimos então à secretária que tomasse as medidas cabíveis, que nós tomaremos as nossas.”, disse.


Ainda segundo o Conselho Tutelar, a secretária comprometeu-se em afastar a professora até o término das investigações.

 

INQUÉRITO

 

A ocorrência está a cargo do comissário Saulo Barbachan. Em entrevista ao Portal Nova Mais, ele falou que a professora negou, em depoimento, que tivesse agredido o menor, mas que estaria, na verdade, tentando acalmá-lo, pois o menino apresentava indícios de autismo e estaria em uma crise de agitação. Ele também informou que, até o momento, não há provas concretas da culpa da educadora:


- “A professora negou tudo na delegacia. Ela contou que a criança possivelmente era autista e estava agitada, por isso tentava acalmá-la. O exame traumatológico do hospital apontou, de fato, alguns hematomas, mas que não há provas de que sejam recentes, o que impede que se liguem as marcas à professora. Mas nós continuaremos investigando o caso até o fim”, explicou.

 

A reportagem tentou gravar entrevista com a professora acusada de agressão. Por telefone,  no entanto, ela afirmou que só vai se pronunciar após a orientação do advogado. 

 

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