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Em ato de campanha neste sábado (22), no Recife, junto ao candidato à presidência do PT, Fernando Haddad, o governador Paulo Câmara (PSB) foi vaiado diversas vezes na Praça da Independência, no Centro da cidade. A viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), Renata Campos, e o filho dele, João Campos, candidato a deputado federal, também foram vaiados.
Diante das vaias, o governador iniciou o seu discurso exaltando a aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes mesmo de se dirigir aos militantes, o socialista foi vaiado também quando o senador Humberto Costa (PT) afirmou que ele seria eleito e durante a fala da candidata a vice-governadora, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB).
Opositor histórico de Lula, o outro candidato ao Senado, Jarbas Vasconcelos (MDB), não foi ao ato e não não foi citado pelos aliados nos discursos.
Bandeiras e cartazes de aliados da vereadora do Recife Marília Arraes (PT) e da própria petista foram levados. Grupos que defendiam a candidatura dela ficaram insatisfeitos com a aliança com o PSB. A poucos dias do fim do prazo para as convenções, a executiva nacional do PT decidiu fechar um acordo com os socialistas e rifar a postulação dela ao governo, contra Paulo Câmara.
Paulo Câmara aproveitou sua fala para atrelar o principal adversário, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao presidente Michel Temer (MDB), por causa da baixa popularidade do emedebista.
“A gente tem muita honra de ter aqui em Pernambuco o apoio do presidente Lula. A gente tem uma caminhada de 15 dias pra escolher o lado do povo, o lado de Eduardo Campos, o lado de Lula, de Fernando Haddad, e não o outro lado, da turma do Temer”, disse.
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