Publicada em 28/09/2018 às 06h17.
MEC pede alteração do início do horário de verão por conta do Enem
A Presidência da República ainda não respondeu ao pedido.

(Reprodução do site Ne10)

 


 

O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, solicitou formalmente, ao presidente Michel Temer, que adie o início do horário de verão, por causa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O primeiro domingo de provas, 4 de novembro, é o mesmo em que os relógios devem ser adiantados em uma hora, em parte do País. A Presidência da República ainda não respondeu ao pedido.


Ministério da Educação (MEC) teme que candidatos possam perder o exame, caso ocorra no mesmo dia da mudança dos relógios. No entanto, a alteração da data depende de estudos e aval do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.


Um decreto do dia 15 de dezembro do ano passado definiu o início do horário de verão para o primeiro domingo de novembro. Antes do decreto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia solicitado que a mudança não coincidisse com o segundo turno das eleições deste ano, marcado para 28 de outubro.


Antes, um decreto previa que o horário de verão começava a partir da meia-noite do terceiro domingo de outubro, dia 21. Com isso o segundo turno teria apurações com horários diferentes em alguns Estados que não adotam a medida.  Com a nova data decretada por Temer, a duração do horário de verão já foi encurtada em 15 dias.


As datas das provas do Enem só foram divulgadas pelo Ministério da Educação em 18 de janeiro deste ano – considerando 4 e 11 de novembro. A coincidência das datas só foi percebida recentemente e então o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, ao se dar conta da coincidência das datas, solicitou ao MEC que pedisse a alteração do início do horário de verão – conversas para essa tratativa estão sendo feitas desde o início de setembro.


O instituto descarta a possibilidade de alterar as datas da prova, já que uma mudança nesse sentido acarretaria em um aumento de custos e não haveria tempo hábil para remontar a logística, que envolve o aluguel de salas, transporte para escoar as provas e a contratação de pessoas para atuar na aplicação do exame.


Agência Estado

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