
Pai de menino que atirou em colegas de escola no Paraná será autuado, diz delegado
"A arma era do pai. Ele guardava em um local que o guri também sabia. A princípio, em razão das armas, vou atuar em flagrante pela posse irregular de arma de fogo e pela omissão de cautela na guarda da arma de fogo. Todo adulto que tem uma arma de folga tem a obrigação de guardar, mesmo que irregular", explicou o delegado.
Dois jovens foram atingidos pelos tiros, na manhã desta sexta-feira: um deles foi atingido perto da coluna e encaminhado ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba; o outro, de 18 anos, foi ferido de raspão na perna. Nenhum dos dois corre risco de vida.
O atirador e outro menino, ambos de 15 anos, estão na Delegacia de Medianeira e devem ser ouvidos pelo delegado até o fim da tarde.
Ataque
Segundo a polícia, o atentado foi praticado por um aluno, também de 15 anos, que disse estar sofrendo bullying de colegas. O adolescente é filho de agricultores e estudante do 1º ano do ensino médio.
Ele e outro adolescente, também de 15 anos e que dava apoio ao ataque, foram apreendidos.
À polícia, o estudante, filho de agricultores, disse que vinha sofrendo bullying e se sentia humilhado, que tinha ao menos nove alvos e que saiu de casa decidido a praticar o ataque, planejado desde julho. Com os dois foram apreendidos um revólver calibre 22, munição e uma faca.
O delegado Dênis Zortéa Merino, responsável pelo caso, disse que uma carta com pedido de desculpas foi encontrada no material escolar dos suspeitos, além de recortes com notícias de ataques em escolas dos Estados Unidos e do Brasil.
























