Foto: Estadão Conteúdo.
O primeiro tempo tenebroso, principalmente do zagueiro Durval, fizeram da estreia do técnico Milton Mendes no Sport, um dia difícil de ser esquecido. O time da Ilha do Retiro foi goleado pelo Atlético Mineiro por 5×2 neste domingo (30), no Independência e manteve-se afundado na zona de rebaixamento do Brasileirão, no penúltimo lugar e com os mesmos 24 pontos. Na próxima rodada, os rubro-negros voltam ao Recife para receber o Internacional na sexta-feira (5).
Não deu tempo nem de o torcedor do Sport dizer que o time deu uma falta impressão, até porque não conseguiu sequer marcar o próprio gol. A cobrança de escanteio de Marlone, aos seis minutos, foi desviada para as redes do Galo por Léo Silva. E a resposta mineira não tardou. Dois minutos depois, Elias recebeu de Chará e tocou rasteiro, no canto esquerdo.
Daí em diante o que se viu em campo foi uma atuação de Durval que deveria servir como didática para zagueiros nas divisões de base.
O primeiro erro foi daqueles pênaltis de almanaque. Fábio Santos, que fez o que quis com o lado direito da defesa rubro-negra, cruzou rasteiro. Quando Ricardo Oliveira desviou de calcanhar, Durval abriu os braços no carrinho e cometeu pênalti. O lateral-esquerdo atleticano bateu no meio do gol e decretou a virada. Apenas dois minutos depois, a ala direita leonina continuava à mercê dos adversários. E Cazares não fez cerimônia. Teve liberdade suficiente para pensar o jogo e inverter a bola para Emerson. Sander falhou na tentativa do corte e Durval foi driblado com facilidade para depois ele acertar o canto direito.
Ainda não acabou. Aos 30, Cazares lançou muito forte para Ricardo Oliveira, que não conseguiu acompanhar. Magrão deixou para Durval, que deixou para Magrão. Como nenhum dos dois foi na bola, Cazares acelerou e tocou rasteiro para o gol vazio e fazer 4×1.
A cereja no bolo foi um pontapé do camisa 4 em Ricardo Oliveira. Como já fora advertido no pênalti cometido, o segundo amarelo fechou a pior atuação de Durval com a camisa do Sport. Tudo isso em 32 minutos.
Para consertar a defesa, Milton Mendes precisou sacrificar o ataque. Rafael Marques saiu para entrada de Raul Prata na lateral, levando Ernando de volta para o lado de Ronaldo Alves. O time não se encontrou, mas ao menos, evitou tomar mais gols.
Não havia outra alternativa para os pernambucanos que não fosse evitar uma tragédia no segundo tempo. Com um a menos e um prejuízo de três gols era ficar atrás e esperar algum espaço para tentar diminuir. O vacilo do Atlético veio aos 11 minutos, quando Raul Prata cruzou e a defesa esqueceu-se de Michel Bastos, que mandou de cabeça no canto.
O gol foi muito mais fruto da falta de concentração do Atlético do que mérito do Sport. Até porque, antes disso, o time da Ilha já havia deixado os rivais em ótimas situações de ampliar. Cazares, duas vezes chegou cara a cara com Magrão e falhou. Mas aos 24 ele encontrou Ricardo Oliveira entrando na área pela esquerda. O veterano esperou a definição de Magrão para fazer 5×2.
Um gol que saiu com extrema facilidade do Galo criar a situação de finalização. A partir daí também era visível a falta de força aos jogadores do Sport, provavelmente pelo esforço de jogar 60 minutos com um jogador a menos.
Ficha do jogo:
Atlético-MG
Victor; Emerson, Léo Silva, Maidana e Fábio Santos; José Welison, Elias (Matheus Galdezani), Cazares (Nathan) e Luan ; Chará e Ricardo Oliveira. Técnico: Thiago Larghi.
Sport
Magrão, Ernando, Ronaldo Alves, Durval e Sander; Jair, Marcão e Marlone; Michel Bastos, Rafael Marques (Raul Prata) e Mateus Gonçalves (Gabriel). Técnico: Milton Mendes.
Local: Independência (Belo Horizonte-MG). Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP), CBF. Assistentes: Daniel Luís Marques (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP), ambos da CBF. Gols: Léo Silva (contra), aos seis; Elias, aos oito; Fábio Santos, aos 26; Emerson, aos 28; Cazares, aos 30 do primeiro tempo. Michel Bastos, aos 11; Ricardo Oliveira, aos 24 do segundo. Cartões amarelos: Gabriel, Sander e Marcão. Expulsão: Durval.
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