
© Reuters Photographer / Reuters
O deputado fluminense tem, segundo a pesquisa, 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. A margem de erro é de dois pontos percentuais em ambas as direções.
A rejeição ao PT vem em segundo lugar como motivo para optar por Bolsonaro, tendo sido citada por 25% de seus eleitores entrevistados. As respostas foram espontâneas, e era possível citar mais de uma causa para explicar o voto.
O antipetismo é mais forte no Sul (32%), e o antibolsonarismo, no Sudeste (24%, chegando a 31% no Rio de Janeiro, estado que o deputado representa no Congresso).
Diferentemente do desejo de mudança, a oposição ao PT sobressai nas faixas mais ricas, na qual a preferência por Bolsonaro é também mais pronunciada: citado por apenas 18% daqueles que ganham até dois salários mínimos, o antipetismo aparece nas respostas de 38% dos que ganham mais de dez salários mínimos.
A proposta para segurança é a terceira razão mais citada para o voto no peesselista, mencionada por 18% de seus eleitores e ligeiramente mais lembrada pelos homens (18% a 15%). Já os valores pessoais defendidos pelo candidato motivam 13% de seus eleitores (vão a 17% entre os evangélicos), e o combate à corrupção, 10%, sendo mais mencionado por homens (12% a 7%).
A opção por Haddad, por sua vez, é explicada pela rejeição a Bolsonaro por 20% de seus eleitores -18% dos homens e 22% das mulheres. Como no caso do antipetismo,
o antibolsonarismo também cresce entre os mais ricos: a oposição ao capitão foi citada por 17% dos eleitores de Haddad que ganham até dois salários mínimos, mas por 30% dos que ganham mais de dez.
A rejeição a Bolsonaro é ainda um motivo mais forte para os mais jovens (29% dos que têm até 24 anos) e mais escolarizados (35% daqueles com ensino superior).
O conjunto das propostas é a segunda razão mais citada pelos eleitores do petista, com menções por 15%, sobretudo pelos mais jovens (24%, ante 5% daqueles com mais de 60 anos). Já no caso de Bolsonaro, aparece como quinto motivo, citado por 12% dos homens e 13% das mulheres que o escolheram, mas também mais lembrado pelos jovens (25%).
O alinhamento ao PT justifica o voto de 13% dos que escolheram Haddad, mas tem peso para apenas 5% dos mais jovens. Já a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso e a quem Haddad substituiu na cabeça da chapa petista, foi mencionada por 11% dos eleitores -mesmo contingente de quem cita a capacidade de governar do ex-prefeito de São Paulo.
O apoio de Lula pesa mais para os mais velhos (16%), menos escolarizados (16%) e mais pobres (13%, contra apenas 2% dos mais ricos).
Apesar da crise econômica no país, os planos dos candidatos na área foram citados como um motivador de voto por apenas 2% dos eleitores de Bolsonaro e 1% dos eleitores de Haddad.
Motes de campanha dos dois candidatos, a defesa da família, no caso de Bolsonaro, e a defesa da democracia, no de Haddad, são citadas por respectivamente 4% e 3% de seus eleitorados.
Oposição ao aborto, no primeiro caso, e oposição ao fascismo, no segundo, receberam a menção de 1%.
Razão do voto, segundo o Datafolha
Em Jair Bolsonaro (PSL):
- Renovação ou alternância de poder (30%)
- Rejeição ao PT (25%)
- Propostas de segurança (17%)
- Imagens e valores pessoais (13%)
- Plano de governo (12%)
- Combate à corrupção (10%)
Em Fernando Haddad (PT):
- Rejeição a Bolsonaro (20%)
- Plano de governo (15%)
- Alinhamento ao partido (13%)
- Experiência e capacidade de governar (11%)
- Influência de Lula (11%)
- Imagem e valores pessoais (7%) Com informações da Folhapress.