
Pacotes misteriosos aparecem no litoral de Alagoas
Desde a quarta-feira (24), vários pacotes foram encontrados em diferentes trechos do estado. Até a tarde de quinta-feira (25), 70 deles foram vistos espalhados pelas praias. Veja abaixo os municípios e a quantidade de material encontrado.
- Marechal Deodoro - 1
- Coruripe - 2
- Jequiá da Praia – 2
- São Miguel dos Milagres - 2
- Paripueira – 3
- Roteiro – 3
- Passo do Camaragibe – 4
- Maceió – 6
- Porto de Pedras - 7
- Maragogi - 8
- Feliz Deserto – 9
- Japaratinga - 10
- Barra de Santo Antônio - 13
Os primeiros foram encontrados perto de Maceió, por equipes do Instituto Biota de Conservação.
"Todos os monitores começaram a achar em grandes quantidades e isso chamou muita atenção da nossa equipe.
Fomos até um dos locais e recolhemos um pra tentar diagnosticar o que realmente era que tinha nesses envelopes, que até então era misterioso", contou Bruno Stephanis, presidente do Instituto Biota de Conservação.
Cada pacote tem mais de 100 quilos. O material é prensado e de perto parece couro de cobra ou pele de peixe. O Biota fez uma primeira avaliação visual, com base características físicas, e por elas, acredita não se tratar de couro. Mas só será possível identificar se o material é de origem animal ou sintética após análise em laboratório que será realizada nesta sexta pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL).
Outro desafio é identificar a origem. A Capitania dos Portos de Alagoas informou que não há registro de naufrágio ou de acidente com embarcações que possam ter resultado no aparecimento dos pacotes. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Ambientais bama vai invetigar o caso.
"Uma das hipóteses que estamos trabalhando é que isso tenha sido lançado de forma irregular de alguma embarcação ao longo da costa, não sabemos se pode até ser em outro país, que, com a corrente, tenha trazido pra cá, né? Se foi em território brasileiro, se a gente conseguir identificar, é um crime ambiental, infração administrativa, ele pode receber multa que varia de mil até dez milhões de reais, além de responder o crime ambiental por lançar resíduos sólidos em locais inadequados, neste caso, no mar territorial brasileiro”, explicou Rivaldo Couto, chefe da divisão técnica do Ibama.
Foto: Divulgação / Instituto Biota
Foto: Divulgação / Instituto Biota























