"Após um trabalho difícil dos legistas, as 11 vítimas foram identificadas e notificamos as famílias", afirmou neste domingo Robert Jones, agente do FBI que comanda a investigação, em uma entrevista coletiva.
"Durante o curso do seu ataque mortal contra as pessoas da sinagoga, Bowers evocou o genocídio e seu desejo de matar judeus", disse o procurador Scott Brady.
Segundo vários veículos de comunicação, o homem gritou: "Todos os judeus devem morrer".
No ataque, o agressor identificado como Robert Bowers, armado com um fuzil semiautomático AR-15, abriu fogo na sinagoga Árvore da Vida, matando 11 pessoas e ferindo outras 6. Ele foi preso e o FBI (polícia federal americana) está investigando o ataque como crime de ódio.
Procuradores federais apresentaram 29 acusações de crime, incluindo emprego de violência e uso de armas de fogo, além de violação de leis dos direitos civis dos EUA. O secretário de Justiça, Jeff Sessions, disse que procuradores federais poderiam pedir a pena de morte. Bowers deve se apresentar perante um tribunal na tarde de segunda-feira.
“Não deveríamos tentar achar maneiras de minimizar os perigos de um comportamento irracional. Acredito que a abordagem que devemos olhar é como tirar as armas – que são o denominador comum de todo tiroteio em massa nos EUA – das mãos daqueles que estão tentando expressar ódio através de assassinato”, disse o prefeito.
Posts antissemitas
O FBI informou que Bowers não tinha ficha na polícia. Mas ao que tudo indica é o autor de uma série de publicações antissemitas na internet, em especial no site Gab, onde são publicadas teorias da conspiração.
Uma frase na página de Bowers afirmava: "Os judeus são filhos de satã", de acordo com imagens de tela de sua conta, que já foi suspensa, obtidas pelo grupo SITE, que monitora movimentos extremistas.
A página Gab, lançada em 2016 com base no modelo do Twitter, foi obrigada a interromper suas atividades. O site informou no sábado que a Joyent, empresa que dá acesso a internet, vai cessar seus serviços a partir de segunda-feira.
Pior cena de crime
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Jones disse que Bowers estava armado com um rifle de assalto e três pistolas. Ele disse que autoridades acreditam que o suspeito entrou na singagoga, assassinou os fiéis e estava indo embora quando encontrou um policial uniformizado.
Os dois trocaram tiros, disse Jones, e Bowers retornou ao prédio antes que a equipe da SWAT chegasse. Depois de um tiroteio, ele se rendeu.
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Três policiais foram atingidos por tiros e um foi ferido por estilhaços. Duas das seis pessoas feridas estava em condição crítica.
Veja a repercussão do ataque:
Donald Trump
Neste sábado, o presidente americano Donald Trump condenou "o mal histórico do antissemitismo" e lamentou as mortes.
"Nós lamentamos pelas perdas impensáveis de vida que aconteceram hoje e nos comprometemos em seus nomes a lutar por um futuro de justiça, segurança, tolerância, moralidade, dignidade e amor". Ele também disse que "parece definitivamente um crime antissemita".

"Condenamos o mal histórico do anti-semitismo e todas as outras formas do mal", diz Trump
Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, escreveu em sua conta no Twitter:
"Todo o povo de Israel chora com as famílias dos falecidos. Somos solidários com a comunidade judaica de Pittsburgh. Somos solidários com o povo americano diante desta violência antissemita horrível".
"Pensamos nas famílias daqueles que foram assassinados e rezamos pela rápida recuperação dos que ficaram feridos", disse o presidente de Israel, Reuven Rivlin.
O pontífice chamou neste domingo (28) o massacre de "ato desumano" e pediu a extinção de "focos de ódio".
"Na realidade, todos estamos feridos por este ato desumano de violência", afirmou após a bênção do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, antes de pedir o "fim dos focos de ódio que se desenvolvem em nossa sociedade".
União Europeia
O bloco afirmou que o tiroteio "mostra a magnitude da onda de antissemitismo" que está se espalhando por vários países. A declaração foi emitida em nota pela porta-voz da Alta Representante da UE para Assuntos Exteriores, Federica Mogherini, e também transmitiu condolências aos familiares e amigos dos afetados e às autoridades americanas pelo fato.
"A UE reafirma sua forte condenação do antissemitismo e de qualquer incitação ao ódio e à violência. Vivemos no nosso continente as consequências devastadoras e imperdoáveis do antissemitismo e do ódio, que nunca podem ser esquecidas", afirma a comunicado.
Alemanha
"Todos devemos nos levantar com determinação contra o antissemitismo. Em todas as partes", declarou a chanceler Angela Merkel.
França
O presidente Emmanuel Macron condenou o atentado "antissemita de Pittsburgh". "Meus pensamentos estão com as vítimas e meu apoia a seus parentes".
Canadá
"Hoje os canadenses estão incondicionalmente com a comunidade judaica de Pittsburgh, que sofreu um ataque antissemita horrível quando orava", escreveu Trudeau no Twitter.
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