Publicada em 18/11/2018 às 13h46.
Diretor do Santa Cruz determina pagamento em dia como obrigação
Após reunião com o Núcleo e Gestão Administrativo Financeiro, executivo de futebol Luciano Sorriso destaca receitas cheias na temporada 2019.

 

(Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)

O adiantamento de cotas na gestão do ex-presidente Alírio Moraes, encerrada no fim do ano passado, prejudicou o Santa Cruz na temporada 2018. A falta de receitas cheias – R$ 1 milhão de participação na Copa do Nordeste, R$ 950 mil do Campeonato Pernambucano e R$ 500 mil da Copa do Brasil – agravou a crise financeira do clube. Sem verba, a única premiação conquistada pelo clube no ano foi no torneio regional – R$ 450 mil por avançar para as quartas de final. A eliminação na primeira fase da Copa do Brasil também custou caro.

 

Para a temporada 2019, o Santa tem garantido cerca de R$ 3,4 milhões – R$ 1 milhão do Campeonato Pernambucano, R$ 1,9 milhão da Copa do Nordeste, podendo o valor se passar das fases, e R$ 500 mil da Copa do Brasil. De acordo com o Núcleo de Gestão Administrativo e Financeiro do clube, a folha salarial irá sofrer um pequeno acréscimo de R$ 60 mil. Em 2018, o custo girou em torno de R$ 260 mil. No próximo ano, o valor deve subir para R$ 320 mil - 240 mil para jogadores, mais R$ 80 mil para comissão técnica.


O executivo de futebol Luciano Sorriso, que ganhou o status de “superministro” do Arruda, se reuniu com o Núcleo de Gestão Administrativo e Financeiro do clube para tratar sobre orçamento financeiro.

 

“A minha reunião com Roberto Freire (coordenador geral) foi a mais positiva possível. Ele já tem tudo programado para o ano de 2019, a partir das receitas que serão recebidas mensalmente, diferentemente de 2018. Isso é fundamental. Vamos poder honrar os compromissos com os funcionários e elenco”, declarou o gerente remunerado em entrevista concedida ao programa Momento Esportivo, da Rádio Clube de Pernambuco.


Pagamentos

 

Com a prioridade de pagar em dia os salários, o diretor afirmou que é dever acabar com os atrasos recorrentes do clube. “O recebimento das cotas traz um cenário de esperança para que possamos honrar com os vencimentos. Isso é mais do que nossa obrigação. Existem vários clubes convidando atletas porque, segundo eles, pagam em dia. Mas não deveria ser assim. O trabalhador tem a dedicação dele e no final do mês tem que receber seu salário. Isso não é virtude de ninguém, e fazendo aqui também não será”, pontuou o Luciano Sorriso.

 

FONTE: FOLHAPE.

 

 

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