
Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Numa temporada de altos e baixos, o Sport chegou a ocupar a vice-liderança do Brasileiro 2018 na décima rodada. Em seguida, o clube despencou e foi considerado por muito previamente rebaixado quando ocupou a vice-lanterna da disputa. A chegada do treinador Milton Mendes mudou todo o quadro e o Leão conseguiu respirar, saindo da zona de rebaixamento. Porém, o time não vence há três jogos e o alerta vermelho voltou a funcionar na Praça da Bandeira. Não apenas pela pontuação, mas também pelo que muitos chamam de "síndrome do cobertor curto". Se antes o problema era a defesa, segunda mais vazada desta Série A, agora as maiores queixas são com o sistema ofensivo.
Os rubro-negros não balançarem as redes adversárias nesses últimos três compromissos, nos empates sem gols contra Fluminense e Vitória, quando os pernambucanos pararam na trave em ambos, além da derrota por 1x0 diante do Flamengo, no último domingo.
Ainda mais alarmante que a seca de gols é o baixo número de finalizações certas dos leoninos nestes três últimos confrontos. Diante do Fluminense, apenas uma única finalização, do meia Michel Bastos, ainda no final do primeiro tempo e que parou na trave. Contra o Vitória, foram três arremates em direção ao gol. No melhor deles, Mateus Gonçalves tirou do goleiro, mas exagerou um pouco e a bola também beijou o poste adversário. Já diante dos flamenguistas foram apenas duas finalizações ao gol.
Com um elenco limitado, o Sport passou 2018 inteiro buscando esse artilheiro. Com a saída de André, logo no começo do ano, vários nomes foram testados, mas nenhum conseguiu se firmar. O retrato fiel desse falta de um homem-gol é que os artilheiros do clube nesta temporada ainda são o volante Anselmo, que deixou o Leão em junho, e o meia Marlone, que perdeu o posto de titular. Ambos marcaram sete gols.
Ciente dessa queda de produção do ataque, Milton Mendes se recusou a fazer uma avaliação individual de Hernane Brocador e preferiu avaliar o grupo, tratando o assunto com delicadeza. "Eu não vou falar de ninguém individualmente. Também não vou crucificar os atacantes. Quando se faz um gol é o time todo e quando se leva também. Claro que temos que ser mais letais nos próximos jogos e estamos criando algumas situações. Uma hora a bola vai voltar a entrar", comentou Milton.
Nesta segunda passagem pelo Sport, o Brocador marcou apenas um gol em 13 jogos. E foi de pênalti, na derrota por 2x1 para o Corinthians. No empate em 0x0, o atacante deixou o campo reclamando do "excesso de individualidade" de alguns companheiros, sem citar nomes.
Folha PE