Publicada em 23/11/2018 às 18h19.
Projetos da sede da Petrobras na Bahia foram superfaturados em quase R$ 1 bilhão, diz MPF
Superfaturamento é investigado na 56ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (23).

 

(Imagem: EBC/Divulgação)

 

Com o superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA), os projetos e a obra do prédio passaram de R$ 320 milhões para R$ 1,3 bilhão, de acordo com a procuradora do Ministério Público Federal (MPF) Isabel Vieira Groba.

 

O superfaturamento é alvo de investigação da 56ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (23). O valor de R$ 1,3 bilhão informado pela procuradora é atualizado.

 

- "Esquema bastante orquestrado e organizado de sangria mais uma vez nos cofres da Petrobras", afirmou a procuradora.

Ao todo, 20 pessoas foram presas. Três delas se apresentaram à polícia. Ao todo, há 33 mandados de prisão para 22 alvos. O número de mandados é maior do que o número de pessoas porque alguns dos investigados têm mais do que um endereço.

Dois dos alvos de prisão estão em Israel e em Portugal.

Outros 68 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Os policiais apreenderam documentos, HD’s, mídias e seis veículos de luxo.

 

Veja onde foram cumpridos os mandados de prisão:

 

·         Bahia – 6 preventivas e 9 temporárias

·         Minas Gerais – 1 temporária

·         Rio de Janeiro – 6 preventivas e 3 temporárias

·         São Paulo – 2 preventivas e 6 temporárias

 

Segundo a PF, os presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, serão levados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, entre a noite desta sexta e manhã de sábado (24). O exame de corpo de delito deve ser realizado na segunda-feira (26), segundo a PF.

 

Superfaturamento


Houve superfaturamento nos contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia, de acordo com a PF.


De acordo com a procuradora do MPF, o superfaturamento foi acertado entre a Petrobras e o Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros) para bancar o esquema de propina.


A Petros se comprometeu a realizar a obra e a Petrobras, a alugar o imóvel por 30 anos.

 

FONTE: G1.

 

 

 

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