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(Reprodução da internet)
A Polícia Civil desencadeou, na manhã desta segunda-feira (10), a 65ª Operação de Repressão Qualificada do ano, segunda fase da Operação Chaminé, denominada 'Chaminé II'. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada em peculato e lavagem de dinheiro no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
As investigações da Operação Chaminé II foram iniciadas em agosto de 2018 pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco). Ao todo, estão sendo executadas 10 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão.
O delegado Diego Pinheiro, da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, está à frente das investigações. Os presos e os materiais apreendidos devem ser encaminhados para a sede do Draco. Mais detalhes serão divulgados ainda nesta segunda.
Um dos alvos da Operação Chaminé foi o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Paulista, Iranildo Donicio de Lima. Além dele, um ex-candidato a prefeito de Araçoiaba, uma funcionária da câmara de Paulista, um empresário e um outro suspeito também foram detidos no mês de agosto.
O esquema, a qual o grupo tinha ligação, consistia em contratar uma empresa de fachada, no ramo de construção, que se aproveitava de reformas e melhorias em prédios públicos de Paulista para fraudar valores.
Durante as investigações, foi constatado que a licitação tinha sido disputada por três empresas, todas de conhecidos do ex-presidente da Câmara. De acordo com o delegado Diego Pinheiro, Iranildo colocava as empresas na disputa, para dar uma falsa sensação de concorrência, pois já sabia a empresa certa.
Além de Iranildo Domício, estavam envolvidos no esquema, Elias Ulisses da Silva, Mauro Monteiro de Melo, José Roberto Lima dos Santos Silva e Lúcia Maria do Nascimento.
Elias é empresário do ramo de construção civil e teria dado o dinheiro ao, na época, presidente da câmara, para que a empresa EUS fosse favorecida. Juntamente com Mauro, conhecido como “Monteirinho”, o empresário falsificava documentos para fraudar as licitações. José Roberto, chamado de “Bebeto”, atuava como laranja do ex-vereador. Ele possuía uma empresa de fachada, usada por Iranildo para praticar as fraudes nas licitações.
A função de Lúcia Maria era lavar o dinheiro público. Ela, que é advogada e ocupava o posto de diretora e membro do conselho de licitação da Câmara dos Vereadores de Paulista, usava a conta bancária pessoal para praticar a corrupção e peculato.
Os cinco responderão por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, uso de documentos falsos, peculato e lavagem de dinheiro.
JC