Publicada em 28/12/2018 às 09h58.
Ataque é setor problema para o Sport nos últimos anos
Em 2018, o Sport teve a menor média de gols marcados nas últimas quatro temporadas, marcando apenas 1,11 gol por partida.

Marlone foi um dos artilheiros do Sport na temporada, com apenas sete gols.

Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

 

No mercado da bola, a "prateleira" de atacantes é uma das mais caras em geral, ao lado dos meias armadores com perfil de "camisa 10". Mesmo com os cofres cheios, como nos últimos três anos, o Sport teve sérios problemas para encontrar atacantes goleadores. O último deles foi André, que deixou o clube ainda no começo deste ano. De lá para cá foram várias tentativas frustradas, com Rafael Marques, Índio, Hygor, Carlos Henrique, Rogério, Matheus Peixoto e por último Hernane Brocador.


Para 2019 a missão de encontrar essas peças será ainda mais difícil. Com uma nova política, de austeridade, o Leão terá uma nova realidade financeira para ir ao mercado e assim menos chances para errar nas escolhas.


Neste ano, o desempenho dos homens-gol da Praça da Bandeira foram bem abaixo do esperado. O melhor retrato disso é que a artilharia da temporada terminou com o volante Anselmo, que deixou o clube ainda na reta inicial deste último Brasileirão, e com o meia Marlone. Ambos marcaram apenas sete gols para conseguir esse "status" de artilheiros do clube em 2018. Considerando apenas quatro últimas temporadas, essa foi a que o Sport teve a menor média de gols, marcando praticamente apenas um gol por jogo. Uma estatística bem abaixo de 2015, por exemplo, quando fechou o ano com uma média 1,51 gol por partida.


Mas, não é apenas o Sport que sofre com essa escassez de goleadores. O futebol brasileiro, em geral, padece neste quesito. Quando surge alguma revelação no setor, facilmente o jovem é vendido para algum clube estrangeiro, geralmente para a Europa, como aconteceu com Gabriel Jesus e Vinícius Júnior.


Para conseguir êxito, alguns clubes fazem o caminho inverso e não investem nos mais novos, mas sim nos mais velhos, como e o caso de Ricardo Oliveira, no Atlético/MG, Fred, no Cruzeiro, e Diego Souza, no São Paulo. Nos Brasileirões dos anos 1990 e início de 2000 era comum os jogadores chegarem aos 20, 30 gols marcados. Neste ano, por exemplo, Gabigol foi o artilheiro com 18 gols, seguido por Ricardo Oliveira, com 13.


A última sensação brasileira que foge dos padrões dos veteranos é Pablo. Com 26 anos e um excelente Brasileirão pelo Athletico/PR, o jogador foi comprado pelo São Paulo por pouco menos de R$ 27 milhões.


Médias de gols do Sport nas últimas quatro temporadas


2018


59 gols em 53 jogos - 1,11 gol por jogo


2017


111 gols em 80 jogos - 1,39 gol por jogo


2016


84 gols em 67 jogos - 1,25 gol por jogo


2015


110 gols em 73 jogos - 1,51 gol por jogo

 

 

Folha PE

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