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Foto: REUTERS/Washington Alves
Continuaram pela madrugada desta segunda-feira (28) as buscas por vítimas e sobreviventes do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte. Quatro dias após um mar de rejeitos destruir casas da região e a área administrativa da empresa, os bombeiros brasileiros terão reforço a partir desta manhã de 130 militares de Israel para auxiliar nos trabalhos de resgate.
Até a noite de domingo (27), 58 mortes foram confirmadas pelas autoridades e 305 pessoas continuavam desaparecidas, entre moradores e funcionários da Vale. As buscas deixaram de ser suspensas à noite, depois que um segundo ônibus soterrado foi localizado perto da área administrativa da mineradora.
O tenente coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais, disse em entrevista coletiva que o número de mortos deve aumentar, já que há corpos dentro do ônibus, mas a quantidade de vítimas ainda não tinha sido confirmada.
Também na noite de domingo um avião com cerca de 130 militares e 16 toneladas de equipamentos enviados por Israel chegou ao aeroporto de Confins. A tropa vai ajudar nas buscas por vítimas. Os israelenses passaram a viagem planejando os trabalhos, que devem começar às 6h. No aeroporto em Confins, os estrangeiros se reuniram com equipes que comandam os resgates em Brumadinho.
O que se sabe até agora:
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Foto: Betta Jaworski/G1
Dos 58 mortos confirmados, 19 foram identificados.
192 sobreviventes foram resgatados.
Entre as 305 pessoas desaparecidas, há moradores locais e funcionários da Vale. No sábado, a mineradora divulgou uma lista com nomes de pessoas que não foram encontradas;
Familiares de desaparecidos buscaram informações no IML de BH. Uma força-tarefa foi formada, mas a identificação dos corpos é difícil;
Bombeiros divulgaram lista de 183 nomes de pessoas que foram achadas vivas;
A Vale já teve três bloqueios de recursos, de R$ 1 bilhão, e dois de R$ 5 bilhões e recebeu multas no total de R$ 350 milhões;
As Polícias Federal e Civil abriram inquéritos sobre o rompimento;
O presidente Jair Bolsonaro, ministros, o governador Romeu Zema e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge sobrevoaram a área e prometeram ações de investigação, punição e prevenção;
A ONU emitiu nota de pesar e ofereceu ajuda nos esforços de busca.
G1