Publicada em 31/01/2019 às 09h57.
Dois iraquianos são presos com passaportes falsos no Aeroporto do Recife e liberados pela Justiça
Em audiência de custódia na Justiça Federal, juíza decidiu que eles respondam ao processo em liberdade.

 Foto: PF/Divulgação

 

Uma mulher e um homem iraquianos foram presos no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, na Imbiribeira, na Zona Sul da cidade, ao tentar embarcar com passaportes falsos para Madri, capital da Espanha. As prisões, ocorridas na noite da terça (29), foram divulgadas nesta quarta (30).


Ziad Jasim Murad, de 21 anos, e Ramya Abdi Haji, de 22 anos, saíram da Turquia e foram interceptados pela Polícia Federal, na capital pernambucana, por usarem passaportes israelenses falsificados. Os dois são de etnia curda e alegaram que estavam fugindo da guerra promovida pelo Estado Islâmico.


Durante o depoimento à PF, eles contaram que são de Mosul e que o pai de Ziad foi quem pagou pelos passaportes falsos. A família de Ramya está desaparecida, segundo o relato deles, e a esperança era conseguir abrigo na Espanha, onde souberam que curdos estariam sendo recebidos como refugiados de guerra.


O casal foi autuado em flagrante por uso de documento falso. A dupla passou por audiência de custódia na Justiça Federal de Pernambuco (JFPE), no bairro do Jiquiá, na Zona Oeste do Recife. Após serem ouvidos pela juíza de plantão, Roberta Walmsley Porto Barros, os iraquianos respondem ao processo em liberdade.


Os iraquianos não possuem antecedentes criminais, de acordo com a Polícia Federal. Eles ingressaram com requerimento da concessão de refúgio perante o Departamento de Polícia Federal. O pedido está em processamento.



Após serem liberados na audiência de custódia, eles foram encaminhados para a Comunidade Católica Obra de Maria, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, onde foram acolhidos pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco.


A secretaria informou, por meio de nota, que "está à disposição para prestar total apoio" à dupla e que viabilizaria toda a documentação para os imigrantes.


Outro caso


Em janeiro de 2018, duas mulheres e uma criança iraquianas entraram com um pedido de refúgio no Brasil, declarando ser fugitivos de guerra. De acordo com a Polícia Federal, Majida Shammo, de 22 anos, Eida Haji, de 28 anos, e o filho dela, Haji Lavano, de 6 anos, foram interceptados no Aeroporto do Recife quando tentavam embarcar para a Espanha com passaportes falsos de Israel.

 

 

G1

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