
Foto: Victor Sainz
Quando Antonio García Vicente (Valladolid, 2007) tinha apenas seis anos, ingressou no Clube de Jovens Programadores da Universidade de Valladolid (200 quilômetros a noroeste de Madri). Aos oito, apresentou sua primeira palestra Ted, intitulada Programar para aprender sem limites. Agora, aos 11, afirma sem sombra de dúvida que “programar é um superpoder que lhe permite fazer o que você quiser”. Para ele, por exemplo, já serviu para criar mais de cem videogames.
“O que mais eu gosto no mundo são meus dois hobbies: um é programar, e o outro é o futebol”, conta Antonio. Ele vive em Villanubla, um pequeno povoado nos arredores de Valladolid, onde, quando faz muito frio no inverno, ele passa as tardes programando. “Eu gosto dos videogames como qualquer criança, mas também gosto de saber como são feitos e criar os meus próprios. Claro que não serão tão profissionais como um FIFA, mas já criei um projeto em que vários jogadores estão no mesmo campo e jogam uns contra os outros”, conta o espanhol. Também desenvolveu um jogo para conhecer os planetas do Sistema Solar, um jogo-da-velha e um título semelhante no concurso televisivo Boom!, sobre o Caminho de Santiago.
O primeiro contato de Antonio com a programação ocorreu aos seis anos. Foi com sua irmã Noelia ao Scratch Day, um evento na Universidade de Valladolid onde havia oficinas de programação com diversas linguagens. Assim como muitas outras crianças que se iniciam neste mundo, primeiro aprendeu Scratch. Depois continuou se formando com novas ferramentas e linguagens de programação, com as quais desenvolve seus projetos e aplicativos para celular. Já tem noções do App Inventor, montador, App Lab e Arduino. Estas duas últimas plataformas são suas favoritas, porque lhe permitem “manipular coisas físicas”: “Com o App Lab você pode fazer um aplicativo para o celular, e com o Arduino pode operar sensores de umidade, fazer semáforos, botões, joysticks…”.

Foto: Integrantes do Clube de Programação de El Páramo de Villanubla.
Os jogos que Antonio desenvolve às vezes são desafios propostos no Clube de Jovens Programadores ou tarefas passadas por professores. Às vezes, prefere que tratem dos assuntos que está estudando no colégio. O primeiro que criou, com sete anos, serviu para aprender com seus colegas sobre os ossos do corpo humano. “Percebi que a programação podia ser usada para estudar de forma mais divertida”, diz.
Ele e sua irmã transmitiram aos seus colegas a paixão por desenvolver games. Juntos criaram no colégio o Clube de Programação de El Páramo de Villanubla. Começaram com 10 crianças, e agora já são 54, com idades entre 6 e 15 anos. “O melhor é a sensação que você tem quando consegue que algo funcione, é incrível”, afirma Antonio.
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