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Bivar é presidente do Partido Social Liberal (PSL), mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro, e foi eleito o segundo vice-presidente da Câmara Federal em 1º de fevereiro. A apuração sobre o suposto caixa dois na campanha de Bivar havia sido iniciada na Procuradoria com base em um parecer do processo de prestação de contas do deputado, realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
No documento, foram identificados "indícios de ilicitudes relacionadas à campanha do candidato", informou a Procuradoria em nota. Ainda no texto, a Procuradoria informou que os possíveis fatos delituosos "são crime de contabilidade clandestina ou de ausência de contabilização de recursos na prestação de contas da campanha, de natureza eleitoral, conhecido como caixa dois eleitoral".
Segundo a Procuradoria, a transferência da apuração para a Promotoria da 5ª Zona Eleitoral do Recife foi necessária porque, na época em que os supostos crimes teriam sido praticados, Bivar não tinha foro privilegiado. Assim, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo precisaria ser realizado em primeira instância.
A Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco não soube informar quando a apuração inicial foi instaurada no órgão nem quando ocorreu a transferência do procedimento. O G1 pediu nota sobre o caso ao Ministério Público Eleitoral em Pernambuco e aguarda resposta. A reportagem tentou contato com Luciano Bivar por telefone, mas não obteve retorno às ligações.
A Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de Pernambuco investigam desvios de dinheiro público através de uma suposta candidata 'laranja' do PSL nas eleições 2018, denunciados pelo jornal "Folha de S.Paulo". A reportagem afirma que um grupo ligado a Luciano Bivar teria feito a candidata a deputada federal Lourdes Paixão uma candidata "laranja". A denúncia sobre o caso gerou uma crise no governo federal.
FONTE: G1.