Publicada em 21/02/2019 às 09h18.
Surfistas e Tubarões dividem o mar de Fernando Noronha
O fato só foi notado quando eu estava editando as fotos e notei algo estranho.

 

 

 

Foto: Alexandre Gondim


Um fato curioso aconteceu na bateria que o pernambucano Gabriel Farias se apresentava, enquanto ele surfava uma onda para esquerda e eu fotografava, dois tubarões apareceram se alimentando de um pequeno peixe. O fato só foi notado quando eu estava editando as fotos e notei algo estranho. Primeiro pensei que fosse outro tipo de peixe, mas quando aumentei a imagem e analisei junto a outros colegas pude identifica-los. Gabriel, que não se classificou para a próxima fase, não notou e seguiu sua bateria sem maiores transtornos.

 Foto: Alexandre Gondim/Blog do Surfe

Porem o que todos já imaginavam era que quando  o bicampeão mundial Gabriel Medina entrasse no mar para sua primeira bateria no Oi hang Loose Pro Contest, campeonato mundial da divisão de acesso, em Fernando de Noronha, assistiriam um show de surfe.

Mas para quem conhece o potencial do local da Cacimba do Padre, Patrick Tamber, já se sabia que a vitória do “ídolo”não seria entregue “de graça” por seus adversários altamente motivados por competir contra um ídolo.
 Foto: Alexandre Gondim/Blog do Surfe

Medina não se encontrou nos primeiros minutos da bateria e com um difícil tubo para a esquerda, Tamber se colocou na liderança da bateria, que era a primeira do segundo “round,” aquele onde entram os mais bem colocados no ranking do QS e as “feras”do CT.

Como Gabriel não encontrava boas ondas, ele se afastou dos outros competidores e remou para o lado esquerdo da praia onde fica as ilhas do Morro Dois Irmão e lá fez as notas que precisavam para garantir sua primeira vitoria em baterias após  conquistar o bicampeonato mundial no Havaí.

Sua presença arrastou umas multidões que acompanhavam ele pela área a medida que ele se colocava no mar. No fim uma procissão de fãs foi formada todos querendo um selfie para ganhar moral com o Bicampeão mundial. Afinal não é sempre que estrelas desses quilates desfilam juntos nas areias da cacimba.

Gabriel somou 15,86 pontos, de 20 possíveis, com direito a um 8.33, e já avisou que está na ilha para vencer, mesmo voltando de férias e ainda sem ritmo de surfe. “O mar está bem difícil. No começo eu não estava me achando, o coração ficou um pouco acelerado, fui para o cantinho e consegui pegar umas boas ondas”, contou o campeão.

“Vim para ganhar. Claro que estou começando a competir agora, estava meio sem surfar, tenho treinado mais na academia, mas é bom ter essa rotina de competição, de surfar. Faz eu voltar um pouco antes, acordar antes para as competições”, falou Medina. “Quero agradecer a todos pelo carinho. Estou muito feliz de estar aqui em Noronha de novo. Há muito tempo que não tínhamos essa etapa. Espero representar ainda melhor a gente nos próximos rounds e, se Deus quiser, chegar nessa final”, adiantou.

Foto: Alexandre Gondim/Blog do Surfe

Os surfistas pernambucanos tiveram algumas baixas, enquanto outros conseguiram suas classificações. Talvez você estranhe o que vou escrever no próximo parágrafo:


Foto: Alexandre Gondim/Blog do Surfe

O pernambucano Kiron Jabor , isso mesmo: pernambucano, se classificou para a terceira fase, após sofrer um acidente durante o intervalo das baterias. Ele cortou o rosto após bater contra sua prancha, muito irritado socou a prancha, para depois entra com ela na sua bateria e se garantir. Kiron nasceu em Pernambuco, estado natal da sua mãe, e foi morar no Havai ainda criança e vive ate hoje lá onde tem destaque na cena local havaiana. Em seu Instagram Kiron mostra como esta aproveitando a passagem pela ilha. Sobre seu acidente ele fala: “O acidente foi uma hora antes da bateria durante o “break ” na maré seca, fui pegar onda para esquentar, levei uma vaca na segunda onda e a prancha bateu no  meu queixo.Quando eu sai do mar a organização e os locais me levaram para o hospital, o médicos me costuraram rapidão e eu consegui chegar 15 minutos antes da minha bateria, ainda bem que deu certo e eu passei, agora vou dar o gás. É muito bom voltar a ter um QS 6000  no Brasil e em especial em Noronha que tem potencial. O mar esta bem divertido, alto nível. Estou amarrão e bola pra frente.”
Entre os surfistas da “terrinha “, como é chamada carinhosamente o estado sede, que já passaram para a terceira fase esta, além de Tamber e Jabouir, Ian Gouveia que inicia a trajetória para sua volta ao CT, ele que foi desclassificado na temporada passada, Ele volta ao terceiro round numa bateria de altíssimo nível técnico, e terá pe;a frente , nada menos que Gabriel Medina, o norte-americano Nat Young, que já esteve no CT e o atual campeão mundial pro júnior, Mateus Herdy, uma pedreira para o filho de Fabinho Gouveia.

Ainda faltam “correr”a segunda fase os pernambucanos Douglas Silva, Caia Souza , representante noronhense e Luel Felipe. Ele fez uma excelente bateria classificatória puxando o ritmo, bem posicionado mostrou concentrando e conhecedor das direitas que quebravam para o lado da praia do Bode, durante a maré seca.
JC
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