Publicada em 15/04/2019 às 09h37.
Comércio em PE à espera das vendas de Páscoa
Procura por ovos e peixes ainda não esquentou, mas vendedores estão dispostos a oferecer descontos para garantir os negócios da Semana Santa.

Imagem: Folha PE

 

As vendas de Páscoa devem ter um pequeno aumento neste ano. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o movimento no varejo deve crescer 1,5% em relação ao ano passado. Por isso, os estabelecimentos do setor alimentício devem faturar cerca de R$ 2,4 bilhões na Semana Santa. Em Pernambuco, porém, as vendas não devem crescer tanto. 


Segundo o presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), João Alves Cavalcante, a projeção nacional é boa por conta da reação que o comércio tem sentido em 2019. Porém, se mantém cautelosa em Pernambuco, apesar de esse ser um dos melhores momento do setor, depois do Natal. “Para a Páscoa, nossa expetativa é de estabilidade, mantendo os mesmos números do ano passado. Estamos apostando nas vendas, mas sempre observando o comportamento do consumidor”, disse Castro.


No Mercado de São José, principal ponto de oferta dos peixes da Semana Santa, a expectativa realmente não é muito positiva. Trabalhando no local há mais de 58 anos, a comerciante Ruth Miranda, explica que a procura está pequena neste ano. Por isso, os comerciantes até baixaram os preços em relação à Páscoa passada. “A movimentação está muito devagar, bem parada, apesar de o preço estar ótimo, até menor. O camarão que era R$ 32, por exemplo, está por R$ 25 e o cliente ainda pode conseguir um desconto”, revela Ruth, esperando que as vendas aumentem nos próximos dias. “A melhor movimentação é na quinta-feira”, torce.


Já o comerciante José Severino Neto aponta que a baixa procura se dá pela pouca oferta de peixe. Segundo ele, pescados de melhor qualidade como cioba, garoupa, cavala e sirigado estão em falta no mercado. “A movimentação ainda está um pouco fraca, devido também à pouca opção de produto. Mas, como os preços não tiveram aumento, são praticamente os mesmos, esperamos que o movimento melhore”, comentou, admitindo que está disposto a conceder descontos.


O auxiliar de serviços gerais Fabiano dos Santos Silva, de 38 anos, por exemplo, comprou o peixe da Semana Santa com antecedência para garantir esses descontos. “Prefiro antecipar para ver se encontro um preço melhor, porque depois pode estar mais caro”, explicou, confirmando que os preços se mantiveram estáveis em relação ao ano passado. 


Temporários


Mesmo projetando uma alta tímida nas vendas, o varejo criou postos de trabalho temporário para atender as demandas de Páscoa. Foram cerca de 10,7 mil oportunidades no País, segundo a CNC, sendo 65% disso em hipermercados e supermercados.


No Recife, um dos locais que efetuou contratações temporárias foi o supermercado Extra. Só no Extra Benfica, 20 pessoas foram chamadas. O investimento é para garantir que todos os clientes sejam bem atendidos e, assim, efetuem compras. Por isso, a rede de supermercado espera vender 15% a mais que na Páscoa passada.

 

Folha PE

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