Publicada em 20/04/2019 às 07h29.
Público aprova novo espetáculo da Paixão de Cristo no Marco Zero
Peça foi encenada na noite desta sexta-feira. Bruno Garcia fez o papel de Cristo.

 

Foto:Felipe Ribeiro/JC

 

Iluminada por uma grandiosa lua cheia, a primeira noite da Paixão de Cristo: Jesus, a Luz do Mundo, encenada no Marco Zero, no Bairro do Recife, agradou ao público, na noite desta sexta-feira (19). Cerca de 7 mil pessoas, segundo estimativa da produção do evento, foram acompanhar a encenação que conta a história do filho de Deus. O espetáculo acontece novamente sábado e domingo, às 18h. Em Olinda, nesses mesmos dias, também haverá Paixão de Cristo. Será às 20h, na Praça do Carmo.


“Foi um verdadeiro espetáculo, maravilhoso. No palco, quando a gente menos esperava, aparecia outro ambiente. Sem dúvida, a cena mais bonita é a ressurreição. Foi a que mais me emocionou pois é quando acaba o sofrimento de Jesus”, comentou a dona de casa Franciscleide Alcântara, 51 anos, moradora do Arruda, Zona Norte do Recife. “Bruno Garcia representou muito bem o papel de Cristo. A mensagem que fica é que devemos respeitar o próximo”, afirmou a dona de casa, que estava acompanhada da família.


“Vim pela primeira vez e vou recomendar para amigos assistirem. Os efeitos de iluminação e som na hora da crucificação foram fantásticos”, destacou o engenheiro Mário Douglas Mendonça, 25. “Gostei do cenário, muito bonito. Venho todos os anos. Achei tão bom como quando era feito por José Pimentel”, disse a dona de casa Vânia Silva, 45, de Ouro Preto, Olinda.


Um dos momentos que o público aplaudiu foi quando Cristo rezou o Pai Nosso com Maria, Madalena e o povo. Sutilmente, Bruno Garcia, por meio de um gesto, convidou as pessoas a rezarem juntos. Outra cena aplaudida foi na hora em que Judas se enforca. 

Entre as novidades do espetáculo, a cena inicial, quando Maria recebe o anjo Gabriel, que anuncia que ela será a mãe do Salvador do Mundo. Antes, o Quinteto Violado fez uma pequena apresentação.


Ao final do espetáculo, quando agradeceu a presença dos espectadores, Bruno Garcia afirmou que a peça era “uma grande comunhão”. Pediu que as pessoas vivenciassem o amor e respeitassem as diferenças.


COBRANÇA


Paulo de Castro, produtor da peça e presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas do de Pernambuco (Apacepe), reclamou, na abertura da peça, da falta de patrocínio do governo de Pernambuco. “A prefeitura participa, mas o governo não. Um ano e meio preparando esse espetáculo sem nenhum apoio do Estado. Alguma coisa está errada”, destacou Paulo.


Sem citar o nome de José Pimentel, devido a uma proibição da Justiça (há um impasse entre a produção e a filha de Pimentel), ele disse que a peça era em homenagem ao ator falecido em agosto do ano passado.

 

JC Online

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