Publicada em 30/04/2019 às 09h16.
Conheça as dietas mais mortíferas que o cigarro
Os hábitos alimentares contemporâneos matam 11 milhões de pessoas precocemente todos os anos, revela um novo estudo.

Créditos: DR

 

Uma pesquisa publicada no periódico científico Lancet concluiu que a forma como nos alimentamos causa uma em cada cinco mortes em todo o mundo – ou seja, em termos práticos, aquilo que se ingere hoje mata mais do que o cigarro.


O sal - seja no pão, molho de soja ou alimentos processados - foi considerado o principal vilão.


Os pesquisadores salientam que o estudo não é sobre obesidade, mas incide sim sobre as dietas de "baixa qualidade", que prejudicam o funcionamento do coração e causam todos os tipos de cancro.


Análise mundial

 

O Global Burden of Disease Study é o estudo mais extenso sobre as causas de mortes em todos os países do mundo.


A análise mais recente baseou-se nos hábitos alimentares de diferentes países para determinar com que frequência o que comemos contribui para a redução da esperança média de vida.

 

As dietas mais perigosas:

 

- Muito sal – causa 3 milhões de mortes;

- Pobre em grãos integrais – provoca 3 milhões de mortes;

- Pobre em frutas – responsável por 3 milhões de mortes.

 

O consumo que quantidades reduzidas ou nulas de frutos secos, sementes, legumes, ômega-3 presentes em peixes gordos e de fibras foram os outros principais culpados.


"Descobrimos que a dieta é um elemento muito importante; o seu impacto no nosso organismo é realmente muito profundo", diz o professor Christopher Murray, diretor do Instituto de Medições de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, à BBC.

 

Mas afinal, como é que os nossos hábitos alimentares estão nos matando?


Cerca de 10 milhões das 11 milhões de mortes relacionadas às dietas foram causadas por doenças cardiovasculares e isso explica por que o sal é um problema tão grande.


Sal em excesso faz subir a pressão arterial o que, por sua vez, aumenta o risco de ataques cardíacos e AVC. O sal também pode ter um impacto direto no coração e nos vasos sanguíneos, levando à insuficiência cardíaca quando o órgão não funciona de forma eficaz.


Grãos integrais, frutas e vegetais têm o efeito oposto - são "cardioprotetores" e diminuem o risco de problemas cardíacos. Tumores e diabetes de tipo 2 compuseram o restante das mortes relacionadas à dieta.

 

Notícias ao Minuto

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