Publicada em 03/05/2019 às 10h51.
Escritor pernambucano é preso com documento falso
Durante a Operação Forger, Polícia Federal ainda cumpriu mandados ligados a outros suspeitos de falsificação de dinheiro e de contratos.

Imagem: G1

 

Um escritor de 40 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal ao apresentar um documento de identidade falso durante uma investigação. A prisão, ocorrida na terça (30), foi divulgada nesta sexta (3) e faz parte da Operação Forger, que teve a participação de 40 policiais federais para cumprir sete mandados de busca e apreensão no Recife e em outras quatro cidades da Região Metropolitana.


Além da investigação a respeito do uso de documentos falsos pelo escritor morador de Paulista, identificado como Clayton Eduardo França Silva, a PF também buscou combater a venda de cédulas e documentos falsos em São Lourenço da Mata e a concessão de financiamentos com o uso de documentos falsos em Camaragibe e em Paudalho.


“O que une os três crimes é a falsificação de documentos e de cédulas. São três casos semelhantes, que unimos em uma única operação para facilitar o cumprimento de mandados”, explica o assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro.


No caso do escritor de 40 anos, a PF deu início às investigações quando o homem apresentou documentos falsos para emitir um passaporte em 2018. “Descobrimos que ele usava outros passaportes falsos e que aplicava golpes em outros países. Ele também é investigado por um homicídio pela Polícia Civil”, diz Santoro.


O homem foi preso em flagrante pela apresentação de um documento falso. Na casa dele, também havia cheques, celulares, pen drives, notebooks e um veículo S10 que foram apreendidos pela corporação. Depois de uma audiência de custódia, foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.


‘Johnny Fake’


Ainda na Operação Forger, a Polícia Federal descobriu um esquema de falsificação de cédulas e cartões de crédito e de débito. Um homem de 29 anos, identificado como Johhny Fake, é suspeito de fazer as falsificações, mas não chegou a ser preso porque, durante o cumprimento dos mandados, não foram encontradas cédulas ou cartões falsos na residência dele.


“Ele tinha perfis em redes sociais e em aplicativos de compra e venda de produtos apresentando o serviço. As cédulas eram vendidas por 10% do valor”, afirma o assessor da PF. Nos anúncios, o homem diz que as falsificações não são detectadas em testes comumente utilizados para identificar as fraudes.


Além da falsificação de cédulas, também eram produzidos cartões falsos. “O homem emprestava cartões de crédito e de débito durante cerca de 15 dias. Eram cartões clonados, com crédito de até R$ 12 mil”, diz Santoro.


Apesar de não encontrar cédulas ou cartões falsos, a PF apreendeu o celular do suspeito e uma quantidade de maconha que, segundo o homem, seria para uso pessoal. Com a apreensão da droga, o homem assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.


“As investigações vão continuar porque sabemos que ele não é o único a fazer essa prática. Existe uma quadrilha que está sendo investigada por esse tipo de crime”, aponta o assessor.


Fraude em contratos


Na terça (30), a Operação Forger também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na residência de um ex-gerente da Caixa Econômica Federal, que também era dono de uma empresa no ramo da construção civil.


De acordo com as investigações, a PF constatou que o homem concedia financiamentos habitacionais e, em um ano, a estimativa é de que a movimentação tenha sido de cerca de R$ 2,5 milhões. O esquema, no entanto, acontecia desde 2015, segundo a PF.


Nas buscas, foram aprendidos documentos e contratos de compra e venda de imóveis em Paudalho e em Camaragibe, na Região Metropolitana. O gerente, no entanto, não foi preso.


“Sabemos que ele atuava com quatro pessoas, mas os documentos precisam passar por perícia para, se necessário, deflagrarmos uma nova fase dessa operação com base na participação delitiva do gerente e de outras três pessoas suspeitas de envolvimento no caso”, diz Santoro.


G1

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