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Créditos: G1
Duas publicações no Facebook afirmam que os Correios aprovaram, em março deste ano, uma proposta de privatização da empresa que demitirá 15,3 mil trabalhadores e fechará 1.513 agências.
O plano, segundo as postagens, foi concebido após um acordo entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e empresas americanas interessadas em atuar no país. As informações são #FAKE.
De fato, os Correios estão na mira do programa de privatizações do governo. No fim de abril, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que já havia dado "sinal verde" para a privatização da companhia. Na última quinta-feira (2), o presidente da estatal, Juarez Cunha, anunciou que a empresa iniciou avaliação para abertura de capital. Porém, ainda não há qualquer anúncio oficial que informe o número de demissões ou agências fechadas.
Os Correios dizem que as informações citadas no post não procedem. A companhia informa que passou, em 2018, por um "processo de remodelagem da rede de atendimento", encerrando as atividades de 41 agências. Segundo a empresa, essas unidades eram deficitárias e estavam localizadas próximas de outras agências, que absorveram o atendimento ao público. À época, os Correios declararam não haver demissões com a mudança.
O boato, na verdade, infla os números de uma notícia de maio de 2018. Naquela ocasião, o jornal "O Estado de S.Paulo" publicou que a empresa havia decidido, em reunião confidencial, fechar 513 agências, e que aquela decisão podia afetar 5,3 mil trabalhadores.
O jornal teve acesso a um documento com recomendações de uma consultoria contratada na gestão de Guilherme Campos, que presidiu os Correios de junho de 2016 a abril de 2018. Campos confirmou o plano de fechar agências e disse que a decisão exigia sigilo por envolver muitas demissões.
Na época, após a repercussão, a empresa afirmou que vinha realizando "estudos de readequação da rede de atendimento" com o objetivo de se tornar mais competitiva. Porém, o então presidente da companhia, Carlos Fortner, destacou que "especular prematuramente a respeito de números sem conhecer o projeto não é apenas irresponsável e leviano: é uma prestação, antes de mais nada, de um desserviço ao cidadão".
G1