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Imagem: G1
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (10), homens que descumpriram medida protetiva de urgência e se aproximaram de mulheres que os denunciaram por agressão. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão.
A investigação começou em abril deste ano. "As mulheres procuraram inicialmente a delegacia para noticiar que vinha sendo vítima de violência doméstica e solicitaram a medida protetiva, que pode significar diversas determinações judiciais, como por exemplo o afastamento com um perímetro específico ou a proibição de frequentar determinados locais. E eles não cumpriram", detalha a delegada Polyanne Farias.
Segundo a investigadora, a prisão desses homens se deu devido a gravidade do descumprimento das medidas e as repetidas vezes que eles desrespeitaram a determinação da Justiça. Alguns dos homens presos voltaram a praticar agressões ao se aproximarem das mulheres.
"Além do crime de descumprimento de medida protetiva, eles também respondem pela conduta criminosa que eles tenham cometido", alerta Polyanne Farias.
Os mandados foram expedidos pela juíza da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, da Comarca do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Ao todo, 50 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.
Os presos são encaminhados para a sede do Departamento de Polícia da Mulher, no Recife. Detalhes preliminares da ação vão ser divulgados na manhã desta sexta.
Violência doméstica
Somente em março deste ano, foram 3.681 casos de violência doméstica reportados à polícia no mês de março, contra 3.615 registros no mesmo período de 2018. No trimestre, as queixas foram de 9.783, no ano anterior, para 10.660, o que significa uma diferença de 877 notificações a mais.
Esse aumento das queixas, aponta a delegada, se dá devido a uma maior coragem das mulheres em denunciar. Polyana Ferias afirma também que as prisões desta sexta servem para mostrar aos agressores que eles não ficarão impunes.
"Nós estamos dando novamente as vítimas da sensação de segurança e prevenido que elas venham a ser vítimas de feminicídio", diz.
Em janeiro deste ano, um menino de 11 anos e uma adolescente de 13 foram assassinados a facadas pelo padrasto, em Moreno, no Grande Recife, de acordo com a Polícia Civil. A mãe das crianças tinha uma medida protetiva contra o homem pela Lei Maria da Penha, devido às agressões. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de estupro e duplo homicídio.
À TV Globo, a mãe dos dois disse que o marido já havia batido nela diversas vezes e que ela não conseguia fazê-lo ir embora, mesmo com a ordem da Justiça.
G1