Publicada em 11/05/2019 às 08h18.
Cuba raciona venda de alimentos ante dificuldade de abastecimento
Produtos como ovo, óleo, frango congelado, arroz, feijão, linguiça e ervilha, serão afetados por essa medida.

Imagem: Folha PE

 

Após vários meses de desabastecimento de produtos no mercado local, as autoridades cubanas anunciaram nesta sexta-feira a venda racionada de vários deles, principalmente alimentos, para evitar acumulação e garantir maior acesso, afirmou o governo.


"Regular o produto é vender quantidades limitadas, que permitam (...) que haja uma equidade na distribuição, que (...) maior quantidade de pessoas possa ter acesso ao produto, e também para evitar a acumulação, que é um flagelo com o qual estamos convivendo", disse a ministra de Comércio Interior, Betsy Díaz, à emissora local.


Autoridades explicaram a situação de desabastecimento após uma crise na liquidez financeira do país, que acumulou uma dívida comercial de 1,5 bilhão de dólares com fornecedores no final do ano passado, bem como o agravamento do embargo norte-americano que complica as operações comerciais.


Produtos como ovo, óleo, frango congelado, arroz, feijão, linguiça e ervilha, além de sabonetes, detergentes e creme dental, serão afetados por essa medida, já em vigor em várias localidades do país.


No caso de frango congelado, a venda liberada será limitada a cinco quilos por pessoa em cada compra.


A ministra Díaz disse que isso ocorre porque eles dependem "das importações dos Estados Unidos, e isso significa que devem ser encontradas alternativas para poder garantir o produto no mercado".


Os cubanos têm acesso a uma cesta básica de alimentos a preços subsidiados, através de um cartão de racionamento conhecido como "a caderneta", que os próprios cidadãos consideram insuficiente.


Outros produtos são vendidos fora dessa caderneta, a preços regulados, mas mais altos, na rede estatal de mercados "Ideal". São esses que os alvos das novas regulamentações anunciadas.


Uma terceira forma de compra são os supermercados estatais em moedas estrangeiras, com preços ainda mais altos, onde também houve desbastecimento e longas filas. Lá também há restrições.


As restrições também serão aplicadas a restaurantes privados, informou o noticiário local, sem adiantar detalhes.


Folha PE

Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.
TODOS OS COMENTÁRIOS (0)



Login pelo facebook
Postar
 
Curiosidades
Policia
Pernambuco
Fofoca
Política
Esportes
Brasil e Mundo
Tecnologia
 
Nova + © 2026
Desenvolvido por RODRIGOTI