
Imagem: Folha PE
Os moradores do Paulista, no Grande Recife, poderão contar com um sistema de policiamento desenvolvido no Japão. O programa instalado se chama Koban, que é uma filosofia japonesa, e consiste basicamente na implantação de pequenos postos urbanos que agem com ações preventivas como visitas a domicílios e reuniões pontuais com a comunidade para discussão da criminalidade.
Para fazer parte do sistema, 26 agentes de segurança foram escalados. Dentre eles estão 18 policiais militares e oito guardas municipais. Na última sexta-feira (24), foi realizada uma cerimônia de apresentação desses profissionais no Centro Administrativo do município.
Os agentes passaram por uma seleção interna, um treinamento de duas semanas, e tiveram que conhecer a fundo a área e estudar direitos humanos, mediação pacífica de conflitos, mobilização e estruturação comunitária, relações interpessoais, formas de intervenção, além de outras questões associadas à segurança pública.
De acordo com o secretário de Segurança Cidadã e Defesa Civil do Paulista, Manoel Alencar, neste primeiro momento, para um teste, dois bairros serão contemplados. “Daremos prioridade, aos bairros de Maranguape I e Jardim Maranguape. Mas não temos dúvidas que o policiamento de aproximação será positivo para a comunidade”, contou o secretário.
A ideia de instalar o sistema na comunidade partiu do Plano Estadual de Segurança Pública e veio como forma de complemento a outras ações preventivas que o município do Paulista decidiu inserir nos bairros.
A prefeitura do município implantou anteriormente, em 2016, o aplicativo “ Paulista Conectada”. O objetivo do aplicativo é abrir um canal para que os moradores passem a participar da segurança pública e auxiliem o policiais locais no combate à criminalidade. Desde que foi disponibilizado, segundo o secretário, uma queda de 75% foi registrada em relação ao número de homicídios.
Um ônibus de monitoramento será implantado nesta quarta-feira (29) na praça Emílio Russel, no bairro de Maranguape I, para dar início ao sistema de policiamento japonês. Caso o retorno seja positivo e as estatísticas criminais diminuam, o Koban poderá ser estendido a todos os bairros do município.
Segundo o subcomandante do 17°BPM, Major Fábio Henrique, essa interação com a população é importante no combate ao crime. “Esse contato com a comunidade é o diferencial desse projeto, e o objetivo é de que haja uma considerável redução nos índices de violência, homicídios, roubos e furtos, consumo e tráfico de drogas, além da violência contra a mulher.
Folha PE