Publicada em 20/07/2019 às 11h03.
É #FAKE que foto com selo seja de mulher que empurrou Padre Marcelo
Imagem divulgada mostra, na verdade, jovem do Mato Grosso do Sul que morreu na véspera do dia da agressão.

Créditos: Reprodução/Facebook

 

Circula nas redes sociais o print de um tuíte que revelaria o rosto da mulher que empurrou o Padre Marcelo Rossi no domingo passado (14), durante uma missa em Cachoeira Paulista (SP). A imagem cita texto do site "Sentimentos da Alma", com mais de 6 mil compartilhamentos. O post afirma ainda que o Facebook da agressora foi encontrado e que ela teria publicado "várias postagens contra cristões (sic) e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro". As informações, porém, são #FAKE.


A foto é, na verdade, de uma servidora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Larissa Martinelli, de 31 anos, que morreu no sábado passado (13) – um dia antes, portanto, da agressão ao padre. De acordo com informações do G1, Larissa tinha hipertensão e tomava medicamentos para controlar a doença.


No Facebook, moradores da capital sul-mato-grossense se esforçaram para desmentir o boato. "A pessoa que aparece estampada nas fotos espalhadas Brasil afora é a nossa querida amiga Larissa Martinelli, que nos deixou subitamente no sábado (13). Estão culpando uma pessoa que faleceu um dia antes e que, para completar, morava a quilômetros de distância do ocorrido", indignou-se a empresária Elaine Valdez.


"Trata-se de uma montagem com uma foto de uma menina aqui da minha cidade. Agora estão vinculando a imagem dela a essa baixaria. Pelo amor de Deus, que falta de noção de quem montou isso, vamos ter mais cautela ao compartilhar certas coisas, vamos procurar saber a fonte. A família ainda está em luto, imagina a tristeza em ver isso", escreveu outra moradora.


A mulher que empurrou o padre, na verdade, tem 32 anos e partiu do Rio de Janeiro em direção à cidade onde a missa ocorreu. Sua identidade foi preservada pela Polícia Civil de São Paulo, que informou que ela apresenta quadro de confusão mental, transtorno bipolar e passa por tratamento psiquiátrico.


O caso foi registrado como lesão corporal, mas Rossi não quis prestar queixa. A mulher foi liberada da delegacia e encaminhada ao atendimento da equipe médica e social da Comunidade Canção Nova, junto com o filho de dois anos, que a acompanhava na viagem, e a responsável pela caravana.


Larissa, de fato, possuía uma imagem de perfil com o selo #EleNão, mas não a que está sendo compartilhada nas redes. A pessoa que administra o perfil @PrestesBarone, autora do tuíte com a imagem de Larissa, apagou o original. Questionada por uma internauta, ela justificou ter deletado "porque viu que era fake" e disse que "pegou a notícia no Google".

 

G1

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