Publicada em 22/07/2019 às 08h05.
Grupo armado ataca manifestantes no metrô de Hong Kong; 36 ficam feridos
Entre os feridos há um em estado grave, assim como o deputado de Hong Kong Lam Cheuk-ting, do Partido Democrático.

 

Imagem: Reuters/Tyrone Siu

 

 

Um grupo de homens vestidos de branco e armados com paus e barras de metal espancou dezenas de manifestantes na estação de metrô de Yuen Long em Hong Kong, e deixou 36 feridos entre aqueles que retornavam de um protesto a favor de reformas democráticas na região administrativa especial.


Entre os feridos há um em estado grave, assim como o deputado de Hong Kong Lam Cheuk-ting, do Partido Democrático, que afirmou à imprensa local ter sido agredido por "dezenas de pessoas" às quais considerou como "membros de uma máfia", recriminando a polícia por ter demorado mais de uma hora para intervir. Não há informações sobre pessoas detidas.


O ataque do grupo desconhecido, que aconteceu por volta de meia-noite de domingo (21), incendiaram as redes sociais em Hong Kong, nas quais circularam vídeos que mostram a brutalidade das ações.


Nelas se pode ver como os agressores agridem qualquer um vestido com uma camiseta preta, cor predominante na manifestação pro-democrática que neste domingo tomou as ruas do centro de Hong Kong.


Além disso, a indignação entre os simpatizantes das reformas democráticas em Hong Kong e a oposição à polêmica proposta de lei de extradição (em suspenso desde o dia 9 de julho) aumentou depois que foram divulgadas imagens do deputado de Hong Kong Junius Ho conversando amigavelmente e tirando fotos com os agressores. Ele negou ter relação com o grupo.


Protestos


Milhares de pessoas retornaram às ruas neste domingo em Hong Kong, pelo sétimo final de semana consecutivo, para protestar contra o governo pró-Pequim desse território semiautônomo. A polícia usou gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes.


Desde 9 de junho, Hong Kong é palco de manifestações, algumas das quais marcadas por incidentes violentos.


O movimento começou como reação a um projeto de lei, agora suspenso, que autorizava extradições para a China continental.


FONTE: G1

 

 

 

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