Publicada em 25/07/2019 às 09h05.
É #FAKE que jornalista Glenn Greenwald foi preso ao embarcar em voo
PF nega que haja registro desta ocorrência e que Greenwald seja investigado pela corporação.

Créditos: Reprodução 


Circula pelas redes sociais e em grupos de WhatsApp uma imagem de um tuíte que afirma que o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, teve a prisão preventiva decretada. De acordo com o texto, Greenwald foi detido pela Polícia Federal no guichê de check-in da American Airlines, após despachar a bagagem. As informações, porém, são #FAKE.


Em nota, a Polícia Federal informa que "não tem registro dessa ocorrência". Na última terça-feira, o diretor-geral da PF, delegado Maurício Valeixo, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Greenwald nem sequer é investigado pela corporação.


"Não há na corporação inquéritos em curso para apurar a conduta do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil", afirmou Valeixo.


No Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça, também não há qualquer pedido de prisão preventiva contra Greenwald. Em nota, a assessoria do site The Intercept diz que a mensagem é totalmente falsa. "Glenn Greenwald não esteve em nenhum aeroporto", afirma.


A foto que acompanha o boato também é antiga. Foi feita em março de 2016 pelo fotógrafo Renato S. Cerqueira, para a Futura Press e para a Folhapress. Nela, manifestantes se aglomeraram em protesto contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, levado na ocasião para prestar depoimento na Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.


A manifestação do diretor da PF é resultado de uma ação da Rede Sustentabilidade, que questionava a existência de investigação contra o jornalista após a divulgação de mensagens entre o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol pelo The Intercept Brasil.


As conversas entre Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato ocorreram, segundo o site, enquanto ele era juiz na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e responsável por julgar processos da operação. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, havia pedido informações a Moro e à PF sobre eventual investigação contra Glenn.


O usuário responsável pelo perfil @Cathari74, que publicou a mensagem falsa, apagou o tuíte.

 

G1

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