
Imagem: Cristina Vega/ AFP
O presidente do Equador, Len?n Moreno, decretou na ?ltima ter?a-feira o toque de recolher para proteger os pr?dios p?blicos dos protestos deflagrados com a alta nos pre?os dos combust?veis, ap?s tentativas de invas?o do Congresso e da Casa de Governo.
A liberdade de tr?nsito e mobiliza??o fica restrita entre 20H00 e 05H00 locais (22H00 e 07H00 Bras?lia) para as "?reas pr?ximas a pr?dios e instala??es estrat?gicas onde funcionam as sedes" do Estado, destaca o decreto firmado por Moreno.
Com base no estado de exce??o decretado na quinta-feira passada diante das manifesta??es contra a elimina??o dos subs?dios e o consequente aumento dos pre?os dos combust?veis em at? 123%, Moreno determinou a restri??o de tr?nsito nestes pontos para "manter a ordem p?blica".
Policiais e militares desalojaram na ?ltima ter?a-feira manifestantes que invadiram a sede do Congresso, em Quito, onde ao menos 100 ind?genas e camponeses conseguiram romper o cord?o de isolamento feito em torno do pr?dio.
Os manifestantes conseguiram chegar ao plen?rio do Congresso, de onde foram retirados minutos depois, segundo imagens do canal Ecuavisa.
Durante a breve ocupa??o, os manifestantes chegaram ? bancada do plen?rio, de onde gravaram imagens com seus celulares.
Ap?s retomar o controle do lado de fora do Legislativo, a pol?cia expulsou os manifestantes de dentro do pr?dio, de acordo com a Ecuavisa.
"O movimento ind?gena junto a trabalhadores, estudantes e cidad?os conseguiu sitiar e tomar @AsambleaEcuador", escreveu no Twitter a Confedera??o de Nacionalidades Ind?genas (Conaie).
"Tomamos a Assembleia de maneira pac?fica", diz um homem em um dos v?deos divulgados pela organiza??o.
A invas?o ocorreu ap?s jovens com escudos de madeira com a inscri??o "guarda ind?gena" tentarem romper o cord?o de isolamento em torno da Assembleia Nacional, que j? haviam tentado ocupar na v?spera.
"Temos que lutar pelos filhos, pela comida dos nossos filhos. Somos pobres", disse uma ind?gena que protestava. "Vamos tirar todos os pol?ticos da Assembleia".
FONTE: FOLHA PE