Publicada em 16/10/2019 às 07h27.
MPPE abre inquérito para investigar padre por 'LGBTfobia'
No texto da ação, promotor aponta que religioso convidou fiéis a participarem de abaixo-assinado contra a criminalização da homofobia, aprovada pelo STF em junho.

Imagem: reprodução do Google


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um inquérito civil para investigar um padre, que teria adotado uma conduta de "LGBTfobia" durante uma missa, no Recife. Segundo o texto da ação, o religioso teria classificado como "ativismo judicial" a criminalização dos casos de violência contra a comunidade LGBT, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho deste ano.


No texto publicado no site do MPPE, da última terça-feira (15), o promotor Maxwell Anderson de Lucena Vignoli, da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Recife, aponta que o inquérito tem como objetivo apurar as circunstâncias "de possíveis violações dos direitos da população LGBT".


Ainda de acordo com a promotoria, o alvo da investigação é o Padre Rodrigo Alves de Oliveira Arruda, vigário na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. O MPPE informou, ainda, que a notificação foi feita por ativistas do grupo LGBT Leões do Norte.


Na denúncia feita ao Ministério Público, a ONG afirma que, durante missa realizada no fim de junho deste ano, o religioso pediu que fiéis participassem de abaixo-assinado contrário à criminalização da LGBTfobia. Ele também teria se referido à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) número 26 como "ativismo judicial".


Segundo o responsável pelo caso, o sacerdote teria classificado a medida como "mordaça, pois a sociedade não poderá ter a expressão de teor religioso contrário ao que essas pessoas pensam".


O promotor determinou a notificação dele, da Arquidiocese de Olinda e Recife e do Movimento Leões do Norte. Todos, segundo a promotoria, devem prestar esclarecimentos.


Por meio de nota, o MPPE informou que por enquanto, ninguém irá falar sobre o assunto, além das informações contidas no texto.


A assessoria de comunicação Arquidiocese de Olinda e Recife disse ao G1, por telefone, que o religioso não faz parte dos quadros da instituição. Disse, também, que ele pertence à Congregação do Sagrado Coração. A instituição também disse não concordar com as declarações dele.


A reportagem tentou entrar em contato com a Congregação do Sagrado Coração e aguarda retorno.


FONTE: G1

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