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Foto: Governo de Sergipe via AP/Arquivo
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta
sexta-feira (18), uma ação coletiva entre os noves estados nordestinos
atingidos pelas manchas de óleo. O processo pede que a Justiça Federal adote,
em 24h, um plano de emergência sobre a situação.
Ao todo, as manchas já atingiram 187 localidades da
região, atingiu, ao menos, 12 unidades de conservação do país, afeta o turismo
e as comunidades pesqueiras.
Para o MPF, a União está sendo omissa ao protelar
medidas protetivas e não atuar de forma articulada no Nordeste, dada a
gravidade do acidente e dos danos causados ao meio ambiente.
A medida de emergência seria o acionamento do Plano
Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas, que
prepara o país para casos justamente como o que afeta a costa do Nordeste.
O documento destaca a responsabilidade, diretrizes
e procedimentos para o governo responder a vazamentos de petróleo como foco em
"minimizar danos ambientais e evitar prejuízos para a saúde pública".
A multa diária pedida, em caso de descumprimento, é de R$ 1 milhão.
A Advocacia-Geral da União (AGU) não se posicionou
sobre o assunto até a publicação desta reportagem.
“Tudo o que se apurou é que a União não está
adotando as medidas adequadas em relação a esse desastre ambiental que já
chegou a 2,1 mil quilômetros dos nove estados das regiões e é considerado o
maior da história no litoral brasileiro em termos de extensão”, disse o
procurador da República em Sergipe, Ramiro Rockenbach.
A ação foi assinada pelos procuradores Ramiro
Rockenbach e Lívia Tinôco (Sergipe), Raquel de Melo Teixeira (Alagoas), Vanessa
Cristina Gomes Previtera Vicente (Bahia), Nilce Cunha Rodrigues (Ceará), Hilton
Araújo de Melo (Maranhão), Antônio Edílio Magalhães Teixeira (Paraíba), Edson
Virgínio Cavalcante Júnior (Pernambuco), Saulo Linhares da Rocha (Piauí) e
Victor Mariz (Rio Grande do Norte).
A AGU se pronunciou através da assessoria de
comunicação e informou que a União ainda não foi notificada. Quando for,
analisará as medidas a serem adotadas e que continua acompanhando e dando
suporte jurídico aos órgãos federais da advocacia.
Primeira
ação do MPF
Essa é a segunda ação pelo MPF no caso das manchas.
Na primeira, ajuizada pela procuradoria em Sergipe na sexta-feira (11), o
pedido era que que o Governo Federal tomasse medidas efetivas de proteção no
litoral sergipano, em até 24 horas. No dia seguinte, um juiz federal substituto
decidiu dar 48h para a União proteger a região, porém, a juíza titular, Telma
Maria Santos Machado suspendeu a ação quatro dias depois e determinou novo
prazo para comprovação de eficácia de barreiras contra óleo. Relatórios foram
entregues à Justiça nesta quinta-feira (17) por órgãos ambientais.