Foto: Imagem:Reuters/Rodrigo Garrido
O governo do Chile informou que três pessoas morreram durante um incêndio em um mercado na madrugada deste domingo (20) na região metropolitana de Santiago. O incêndio acontece em meio aos protestos e saques que tomaram as ruas do país. Segundo informações da CNN, a governadora da província, Karla Rubilar, afirmou que as circunstâncias das mortes ainda serão apuradas.
O governo anunciou que a Provincia de Concepción, Valparaíso, Rancagua, La Serena e Coquimbo também estão sob toque de recolher. O general Javier Iturriaga, responsável por comandar o estado de emergência, já havia decretado a medida na capital Santiago e na região metropolitana após manifestantes continuarem nas ruas mesmo com a suspensão da alta na tarifa do metrô.
O Ministro de Defesa, Alberto Espina, afirmou que mais 1.500 militares atuarão nas ruas do Chile para conter a onda de protestos, chegando a mais de 9 mil o número de integrantes das Forças Armadas atuando contra os protestos.
Segundo o jornal local La Tercera, companhias aéreas cancelaram e reagendaram voos no aeroporto de Santiago. Os passageiros, segundo a mídia, estão presos no terminal no meio do toque de recolher.
Suspensão na alta da tarifa
Após a onde de protestos, o presidente chileno Sebastián Piñera anunciou a suspensão do aumento de 30 pesos (quase 20 centavos) na passagem de metrô na capital Santiago. "Escutei com humildade a voz de meus compatriotas e não terei medo de seguir escutando esta voz. Vamos suspender o aumento nas passagens do metrô", disse o presidente em uma transmissão.
Estado de emergência
O presidente do país decretou estado de emergência na madrugada do sábado, após o aumento da violência nos protestos que tomaram as estações de metrô na capital.
Piñera disse que o objetivo da medida é voltar a recuperar a normalidade. "O objetivo deste estado de emergência é muito simples, mas muito profundo: garantir a ordem pública, a tranquilidade dos habitantes da cidade de Santiago, proteger bens públicos e privados e, acima de tudo, garantir os direitos de todos", disse.
Segundo a agência Reuters, no sábado, foram informados que 156 policiais ficaram feridos, cinco deles gravemente, 49 carros da polícia foram danificados, 41 estações de metrô foram vandalizadas e 308 pessoas foram detidas. O metrô deve ficar fechado durante todo o final de semana.
FONTE: G1