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O cenário é de seca, muita poeira e vegetação morta no caminho para Pau Santo, na zona rural de Santa Maria do Cambucá, no Agreste de Pernambuco. A região é abastecida pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). No local, há encanação, hidrômetro e relógio de medição, mas o sítio deixará de ser abastecido.
Apesar de ruim, a notícia não pegou os moradores de surpresa. "A maioria da zona rural daqui na realidade não tinha água encanada, era muito pouca. A gente já está acostumado a viver assim, sem água encanada", revelou o funcionário público Márcio Lima.
Na área rural, há pontos do Exército e da prefeitura que distribuem água, já que a distribuição nas torneiras sempre foi muito precária. "Os pontos que nós temos, 115 pontos abastecidos pelo Exército, que é para as necessidades de beber e cozinhar. As outras necessidades domésticas, que é tomar banho, lavar pratos, nós abrimos pontos paralelos para atender toda a comunidade", explicou a secretária de Agricultura do município, Elizadai Leal.
Já no centro, o racionamento é de três dias com água e 27 sem, mas nem sempre a região é abastecida. O agricultor Cícero Leal revela que precisa comprar carros-pipa: "É difícil chegar, quando chega é raro. Passa um mês, às vezes mais de um mês. Tanto faz chegar como não".
O racionamento vai acontecer porque a Barragem de Jucazinho, manancial que abastece a comunidade, está com 3,8 milhões de metros cúbicos da capacidade total, que é de 304 milhões de metros cúbicos. Atualmente foi instalada pela Compesa uma balsa flutuante para captar água do volume morto de lá e levar até a Estação de Tratamento, único método possível com o nível tão baixo.
Outras 10 zonas rurais de 10 municípios também deixarão de ser atendidas pela companhia, pelo menos até o mês de março. As cidades afetadas serão Toritama, Frei Miguelinho, Vertentes, Vertente do Lério, Passira, Cumaru, Riacho das Almas, Surubim, Casinhas e Salgadinho.
FONTE: NE10