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Imagem: Reprodução / TV Globo
A Linha Centro do Metrô do Recife voltou a funcionar após um problema em um cabo paralisar a operação, nesta quinta-feira (7). Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), as 17 estações foram reabertas por volta das 7h40.
Uma falha em um cabo entre as estações Recife e Joana Bezerra ocasionou a paralisação de toda a linha, que transporta cerca de 250 mil passageiros diariamente. "Demora um pouco para os trens ficarem regularizados. Trabalhamos em esquema de carrossel, eles vão entrando aos poucos", explicou o porta-voz da CBTU, Salvino Gomes.
Os técnicos da companhia realizaram um reparo emergencial para que o sistema voltasse a rodar, mas os serviços foram programados para continuar durante a noite e madrugada para evitar novas paralisações.
No domingo (7), a passagem do metrô subiu de R$ 3 para R$ 3,40, o quarto dos seis aumentos autorizados pela Justiça. Além do Recife, são atendidos os municípios de Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe pela linha paralisada.
Cerca de 400 mil passageiros usam diariamente o sistema de trens urbanos do Recife. O metrô conta com 37 estações e passa pelo Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho. Dessas, 17 são exclusivas da Linha Centro e duas são compartilhadas com a Linha Sul.
Além dessas, que são eletrificadas, o sistema de trens conta com uma linha operada por composições diesel, totalizando 71 quilômetros de trilhos. O problema não afetou as outras rotas.
Transtornos
Com a paralisação, o Grande Recife acionou o plano de contingência para minimizar os impactos da operação no horário de pico da manhã desta quinta-feira (7). Mesmo com o reforço, os relatos foram de coletivos lotados e transtornos para a população nos terminais integrados.
Desde o início do ano, o transporte registrou defeitos de forma constante. Nos primeiros sete meses do ano, segundo a CBTU, os passageiros tiveram que descer dos trens 73 vezes. Em comparação aos sete primeiros meses de 2018, houve aumento de 28%, quando foram registradas 57 falhas. Os dados mais recentes não foram divulgados.
FONTE: G1