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Imagem: Raoni Alves / G1
Menores infratores fizeram uma rebelião, na quarta-feira (6), na unidade João Luiz Alves do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), na Ilha do Governador, no RJ.
A confusão ocorreu mesmo com a Justiça do estado tendo determinado o fim da greve dos trabalhadores. Os serviços estão restritos e os funcionários continuam paralisados.
Eles colocaram fogo em colchões e quebraram algumas celas. Segundo a assessoria do Sindicato de Servidores do Degase (Sind-Degase), as chamas foram controladas pelo próprio grupamento de ações rápidas do Departamento. Não houve feridos e ninguém fugiu durante a confusão.
A unidade João Luiz Alves possui 221 menores internados e apenas 10 agentes trabalham nela. De acordo com o Sindicato, o correto seria um agente para cada cinco internos. Ou seja, o lugar deveria contar com 44 agentes.
Segundo o major Márcio Rocha, diretor do Degase, a movimentação ocorreu por conta de uma queda de energia na unidade.
“Foi uma agitação dos adolescentes porque a gente teve uma queda de energia por conta de um disjuntor. Logo após realizarmos a substituição desse disjuntor conseguimos voltar à normalidade. Não teve qualquer relação com o movimento grevista”, explicou.
O major reforçou que a paralização não teve a ver com a rebelião. Segundo ele, na manhã desta quinta a situação era de normalidade.
Greve continua
O presidente do Sind-Degase anunciou na quarta-feira que a parada da categoria socioeducativa continua hoje.
Os profissionais seguem trabalhando e cumprindo a carga horária normalmente, apenas os serviços essenciais estão mantidos (alimentação, higiene pessoal, assistência médica).
As atividades que estão suspensas são: visitas aos internos, transferência de internos de uma unidade para outra, banhos de sol, escolta e condução para consultas ambulatoriais, liberação dos internos para quaisquer atividades, entre outras.
Entre as reivindicações dos agentes estão as discussões com o governo sobre o porte de armas e o Regime Adicional de Serviços (RAS).
O Governo do Estado publicou no Diário Oficial os decretos que regulamentam a aplicação do RAS e libera o porte de armas. Entretanto, o presidente do Sind-Degase afirma que eles não vão voltar ao trabalho normal até que todas as exigências entrem em vigor.
O Tribunal de Justiça determinou a suspensão da greve na noite de terça, mas até ontem não havia conseguido encontrar nenhum representante do Sindicato para notificar a decisão.
FONTE: G1