Publicada em 19/11/2019 às 06h58.
Bolsonaro diz que pode presidir seu novo partido
O presidente anunciou na semana passada a sua saída do PSL, sigla pela qual foi eleito.

Imagem: Divulgação 


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse na segunda-feira (18) que pode assumir o comando nacional da Aliança pelo Brasil, partido que pretende lançar com seus apoiadores.


Questionado ao chegar ao Palácio da Alvorada se poderia ser presidente da legenda, respondeu: "Eu acho que sim."


O político não quis dar mais detalhes e nem comentar se não seria acúmulo de funções comandar o Aliança pelo Brasil e a Presidência da República. Ele não respondeu sobre a possibilidade de que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um de seus filhos, assumir o comando da sigla.


"Eu não vou discutir o partido. Está previsto quinta-feira, dia 21, a gente lançar a pedra fundamental do partido", disse, mudando de assunto.


Ele anunciou na semana passada a sua saída do PSL, sigla pela qual foi eleito, e a intenção de fundar uma nova legenda.


A troca partidária é fruto de um longo desgaste com a sigla comandada pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), a quem Bolsonaro se referiu como "queimado para caramba".


A crise interna do PSL se desdobrou ao longo do ano, em meio ao caso das candidaturas de laranjas, caso revelado pela Folha de S.Paulo em fevereiro.


Na próxima quinta (21), o grupo que pretende criar o Aliança pelo Brasil realiza sua primeira convenção.


A expectativa de aliados do Palácio do Planalto é de que pelo menos 30 congressistas sigam os passos do presidente.


A bancada do PSL na Câmara conta hoje com 53 congressistas, a segunda maior da Casa. No Senado tem 3 dos 81 senadores.


Por enquanto, apenas o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente, disse que deixará o partido.


Os deputados devem aguardar a criação da Aliança Pelo Brasil para sair do PSL, evitando a perda do mandato por infidelidade partidária.


Hoje, a legislação permite determinadas situações para desfiliação partidária em que o deputado ou vereador pode mudar de partido sem perder o mandato.


Alguns exemplos: criação de uma legenda, fusão ou incorporação do partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e, no último ano de mandato, sair para disputar eleição.


Graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, não perdem o mandato prefeitos, senadores, governadores e presidente que mudarem de partido sem justa causa.


A equipe jurídica que auxilia o líder na criação do novo partido pretende lançar um aplicativo para que a coleta de assinaturas ocorra de forma mais célere -pela lei, são necessárias em quantidade equivalente a 0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara, distribuídos em no mínimo um terço dos estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado em cada um deles.

 

O ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Admar Gonzaga e a advogada Karina Kufa estão à frente da empreitada.


Assinaturas digitais são aceitas pelo TSE desde que sejam validadas por meio de certificação digital. Isso, na prática, não torna o processo muito mais simples do que o recolhimento manual.


A certificação foi criada em 2001 e se baseia no uso de chaves com criptografia para garantir a segurança do registro. Segundo dados da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD), há atualmente no Brasil 3,78 milhões de pessoas físicas que possuem certificado digital (2,58% do eleitorado).


FONTE: FOLHA PE 

Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.
TODOS OS COMENTÁRIOS (0)



Login pelo facebook
Postar
 
Curiosidades
Policia
Pernambuco
Fofoca
Política
Esportes
Brasil e Mundo
Tecnologia
 
Nova + © 2026
Desenvolvido por RODRIGOTI