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Não é novidade que o Santa Cruz atravessa mais um ano difícil dentro e fora das quatro linhas. Dívidas trabalhistas e ausência de novas receitas são algumas das batalhas travadas pelo clube no dia a dia. Dessa vez, a reivindicação parte de seguranças do Tricolor, que se reuniram para discutir outro assunto bastante usual nos bastidores do Arruda: os salários atrasados.
A Folha de Pernambuco apurou que os funcionários reclamam de quase três meses de atraso e ameaçam paralisar as atividades caso o primeiro mês não seja quitado até esta sexta (22). Por outro lado, o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior, confirmou que uma receita deve chegar à instituição entre dezembro e janeiro, fato que pode aliviar os cofres da Cobra Coral ou gerar mais dor de cabeça.
“Deve entrar um fluxo financeiro. A ideia é de final de dezembro ou começo de janeiro já ter um fluxo melhor”, disse Constantino, sem mencionar o valor da receita. O presidente ressaltou que a razão de não revelar a origem da verba é ocasionada por um receio de um bloqueio judicial. Especulava-se, contudo, que o dinheiro seria proveniente do direito de vitrine da passagem do goleiro Anderson pelo Santa. No entanto, a informação foi negada pelo mandatário coral.
"Tranquilidade aqui não combina muito, porque sempre tem aperreio e dificuldade. O Santa na Série C, sem receita. Mas estamos trabalhando duro para finalizar o ano e começar o planejamento de 2020 para termos cada vez mais tranquilidade”, concluiu o dirigente do Santa Cruz, enfatizando que ainda não tomou conhecimento sobre a reclamação de salários atrasados por parte de funcionários do clube.
Referente a esse assunto, a Folha entrou em contato com o coordenador do Núcleo de Gestão do clube, Roberto Freire, que despistou e se recusou a falar sobre o caso. Questionado se o time está em dia com os funcionários, Freire recomendou que a reportagem procurasse a assessoria de imprensa da instituição, dizendo que só falaria depois do aval da comunicação deles.
FONTE: FOLHA PE