Publicada em 28/11/2019 às 08h10.
Símbolo de raça, Sander quer fazer história com a camisa do Leão
Capitão do clube depois das saídas de Magrão e Durval, lateral esquerdo foi um dos principais nomes do clube em 2019.

Imagem: reprodução do Google


A temporada 2019 no Sport marcou a despedida de ídolos que também assumiam o papel de líderes da equipe, como Magrão e Durval. Ambos marcaram história no clube com conquistas importantes. Com a saída deles, a torcida temeu que o Leão ficasse órfão de uma voz ativa no elenco.


Mas o técnico Guto Ferreira encontrou, dentro do próprio grupo, um substituto para exercer essa função, tão vital para a equipe. No Rubro-negro desde 2017, Sander assumiu o papel, tornando-se também um símbolo de raça do time. Vontade essa que conquistou a empatia da torcida, sempre afeita a jogadores com esse perfil.


“Quando eu cheguei aqui, na minha primeira coletiva, disse que não ia me doar 100%, mas sim 120% para o clube, porque de certa forma a gente é apenas mais um a passar pelo clube. Eu não tenho essa mentalidade, eu quero passar no clube e ser conhecido como o Sander. Aquele cara dedicado ao clube, ao time e ao trabalho. E isso agrega ao Sport”, afirmou o lateral esquerdo.


Com 101 jogos com a camisa do time, ele assumiu neste ano, a condição de capitão da equipe depois das saídas de Magrão e Durval, ídolos do clube. Ele exaltou a dupla campeã da Copa do Brasil em 2008, e garantiu querer chegar pelo menos perto do patamar dos ex-companheiros.


"Não tenho palavras para falar sobre esses dois e o que eles fizeram aqui. Creio que eu vou fazer também. Mas, o que importa para mim é poder ajudar os meus companheiros. Eu sou um pouquinho chato nos treinamentos, ouvem bastante a minha voz de cobrança, independente da situação eu gosto de estar cobrando dos meus companheiros, e peço que me cobrem também. É assim que se cresce", completou.


Apesar da vontade de permanecer e fazer história na Ilha do Retiro, o jogador ainda não teve seu contrato renovado pela diretoria. O atual vínculo se encerra em junho de 2020, e a partir do início do ano ele poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe. Ele disse que surgiram propostas ao longo do ano, mas quis dar continuidade ao objetivo de levar o Leão de volta à Série A.


"Até a metade do ano tinham alguns clubes interessados. Mas isso não cabe a mim. Deixo para meu empresário e a diretoria. Nos outros anos eu já poderia ter ido embora, mas este ano quis ficar aqui para deixar o clube aonde eu peguei, que é na Série A. O acesso foi um título para mim, uma forma de gratidão."


FONTE: FOLHA PE 

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