Publicada em 29/11/2019 às 10h19.
Em visita ao Litoral Sul, ministro anuncia 2ª fase de limpeza das praias
Anúncio foi feito, na quinta-feira (28), pelo ministro da Defesa durante visita ao Porto de Suape

Imagem: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco


Na próxima semana será encerrada a primeira fase da operação "Amazônia Azul, Mar Limpo é Vida", que reforçou os trabalhos de limpeza de praias e manguezais atingidos pelo óleo em Pernambuco. Com a saída dos cerca de 700 fuzileiros navais que desembarcaram no Estado no dia 10 de novembro, a operação entra em uma nova fase, de monitoramento mais amplo. O anúncio foi feito, na quinta-feira (28), pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, durante visita ao Porto de Suape, no Litoral Sul.


No início de dezembro, os dois maiores navios da Marinha, Bahia e Atlântico, saem de Pernambuco em direção a Maceió, em Alagoas, e Salvador, na Bahia. Com isso, permanecem em Pernambuco 50 fuzileiros navais, além de outros integrantes das Forças Armadas. "Olhando as atuais ocorrências de contaminação, em vez de usar grandes efetivos, vamos trabalhar com efetivos menores, mas dotados de alta mobilidade", disse o comandante da Força dos Fuzileiros da Esquadra, Almirante Paulo Zucarro.


O ministro da Defesa participou de videoconferência com quatro dos distritos navais que têm participado da operação. "Eu fico satisfeito com os resultados que estão aparecendo. As grandes placas apareceram no início de setembro, depois diminuíram, voltaram a surgir no início de outubro e a partir de então temos pequenos fragmentos que ainda estão surgindo, mais em direção ao sul, mas não deixou de aparecer também no Maranhão, mas tudo em pequenas pelotas", disse Azevedo e Silva.


Ao todo, 11 Estados das regiões Nordeste e Sudeste foram atingidos pelo desastre ambiental. Em cerca de três semanas, 17 praias e 10 rios foram monitorados pelos fuzileiros navais em Pernambuco e em um trecho de Alagoas. Ao todo, 3.783 quilos de óleo foram recolhidos, sendo 62% desse material encontrado nos estuários e 38% nas praias.


Contudo, o ministro da Defesa não foi específico sobre a quantidade de óleo retirada do litoral brasileiro. "Não tenho uma bola de cristal em relação a isso aí, mas vou pelos indícios. As grandes placas, as últimas que chegaram, foram em outubro. Agora os segmentos, os pequenos fragmentos continuam a chegar", afirmou.


Questionado sobre a responsabilidade do derramamento de óleo, o ministro disse que as investigações estão a cargo da Polícia Federal, com ajuda da Marinha. "Já foram feitas várias requisições nos organismos internacionais, que são acordos marítimos que têm que ser seguidos. Há alguns indícios fortes que os senhores da mídia já conhecem. Não tenho ideia quando essas investigações serão concluídas", falou acrescentando que todas as linhas de investigação são consideradas.


Também estiveram presentes na visita à Suape o comandante em chefe da esquadra, Almirante José Augusto Cunha, e o comandante do 3° Distrito Naval, Almirante Alan Guimarães.


FONTE: FOLHA PE 

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