Publicada em 08/12/2019 às 10h44.
Recife sanciona lei que determina normas de segurança para pistas de kart
Determinação foi publicada no Diário Oficial do Recife do último sábado (7).

Imagem: Reprodução/WhatsApp


Quatro meses após o acidente que escalpelou a jovem Débora Oliveira, na Zona Sul da capital pernambucana, a prefeitura do Recife sancionou uma lei que estabelece normas básicas de segurança para pistas de kart amador instaladas na cidade. A medida, proposta e aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi publicada no Diário Oficial do último sábado (7) e tem efeito imediato.


A Lei nº 18.668/2019 determina que todas as empresas que oferecem o serviço de kart no Recife devem ter, próximo às pistas de corrida, um posto médico, com a presença de um profissional da saúde para atendimento em casos de emergência.


Elas também devem disponibilizar aos clientes capacete, balaclava (touca) descartável, luvas, elásticos para pilotos com cabelos compridos e macacão especial para amortecer o impacto em caso de queda.


Além disso, as empresas precisam afixar cartazes e avisos sobre cuidados na utilização dos karts, como perigo de contato com as partes rotativas, energizadas, superfícies quentes e com o combustível dos veículos.


Por fim, a lei também determina que as empresas promovam manutenção permanente dos karts e definam o diretor de prova responsável.


A lei abrange "toda e qualquer atividade comercial de treinos e corridas de kart, cujo objetivo seja o entretenimento e que não esteja subordinada às normas da Federação Internacional de Automobilismo, Comissão Internacional de Kart, Confederação Brasileira de Automobilismo e Federações estaduais de automobilismo".


Quem descumprir as normas pode ser multado em R$ 10 mil e ter suspensas as atividades em 30 dias, em caso de reincidência, e cassação definitiva da permissão de funcionamento, em caso de duas suspensões.


Caso Débora


O acidente que escalpelou Débora ocorreu em agosto de 2019. Ela foi internada no Hospital da Restauração, no Recife, e transferida dias depois para um hospital em Ribeirão Preto, em São Paulo, onde ficou dois meses internada e passou por 15 cirurgias para recompor os tecidos que revestem a cabeça.


Sonhando cursar medicina, no Recife, ela fez as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e disse que sonha em estudar em Harvard, tradicional universidade dos Estados Unidos.


Antes de voltar para Pernambuco, Débora participou do programa Encontro, com Fátima Bernardes, no Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro, e disse que não iria sofrer, mesmo sabendo que o couro cabeludo não cresceria mais. Já em casa, a jovem se emocionou ao reencontrar os gatos de estimação.


FONTE: G1 

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