Publicada em 10/12/2019 às 15h20.
Investigação liga filho de Lula à compra de sítio
A suspeita é de que empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por ele e outros investigados, receberam repasses suspeitos do grupo Oi/Telemar.

Imagem: Divulgação 


Nova fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (10), tem como um dos alvos o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís. A suspeita é de que empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por ele e outros investigados, receberam repasses suspeitos do grupo Oi/Telemar, que, em troca, teria sido beneficiada pelo governo.


Estão sendo cumpridos 47 mandados de busca e apreensão nesta 69ª fase da Lava Jato,


Os pagamentos, que somam R$ 132 milhões entre 2004 e 2016, teriam sido usados na compra do sítio em Atibaia (SP). No último dia 27, o ex-presidente teve a condenação confirmada e a pena aumentada na 2ª instância no caso envolvendo a propriedade.


Além de Fábio, as empresas seriam controladas por Fernando Bittar, proprietário formal do sítio de Atibaia, seu irmão, Kalil Bittar, e o empresário Jonas Suassuna. Os valores teriam sido pagos sem justificativa em troca de benefícios com atos do governo federal.


O Ministério Público Federal cita, entre as ações, um decreto de 2008, assinado por Lula, permitindo a operação de aquisição da Brasil Telecom pelo grupo Oi/Telemar. Os procuradores também cogitam a atuação de José Dirceu, enquanto ministro da Casa Civil, em favor da empresa.


Provas colhidas em outras fases e conquistadas com a quebra do sigilo bancário dos investigados indicam que as empresas do grupo não teriam mão de obra e capital compatíveis com a prestação de serviços para os quais foi contratada pela Oi/Telemar.


Outros mandados de busca dessa fase da investigação têm como objetivo apurar possíveis irregularidades no relacionamento entre o grupo e outras operadoras. Os procuradores encontraram movimentação na ordem de R$ 40 milhões entre as empresas entre 2014 e 2016, num projeto denominado "Nuvem de Livros".


A reportagem ainda não conseguiu contato com os citados na investigação.


FONTE: FOLHA PE 

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