Publicada em 11/12/2019 às 10h47.
Izabella Camargo diz que puxada de tapete na Globo provocou doença
A jornalista disse que problema na antiga emissora foi gatilho para Síndrome de Burnout.

Imagem: reprodução do Google


A jornalista Izabella Camargo, 38, afirmou que uma "puxada de tapete forte" e um "comentário bizarro de um dos chefes" foram gatilhos para ela desenvolver a Síndrome de Burnout que a levou a se afastar da Globo no ano passado.


Ela contou em entrevista ao programa de rádio "Pânico" (Jovem Pan) que, como muitas outras pessoas sob forte estresse, ela tentou várias maneiras de lidar com a pressão. Mas, em determinado momento, esses dois acontecimentos tornaram a situação insustentável e ela chegou ao ponto do Burnout, um tipo de estresse associado ao emprego ou ao desemprego, segundo definição da OMS (Organização Mundial da Saúde).


Questionada sobre quem teria puxado o seu tapete na antiga casa, Camargo disse que não poderia comentar e revelou apenas que é uma pessoa que, quando ela foi readmitida na emissora, se recusou a trabalhar com ela em seu telejornal.


"O outro foi um comentário bizarro de um dos chefes dizendo que meu trabalho era 'ctrl + c e ctrl + v'", disse, sem revelar o nome do profissional.


Ela voltou a falar que a demissão na antiga empresa logo após voltar da licença médica foi um choque. "Foi um golpe, a coisa mais violenta que aconteceu na minha vida até hoje, pior que o assalto a mão armada que sofri", disse.


Ela foi demitida da emissora em 2018. Ela atuou por seis anos como repórter do tempo nos jornais Hora 1 e Bom Dia Brasil.


Em julho deste ano, o juiz do trabalho José Aguiar Linhares Lima Neto, da 24ª Vara do Trabalho, determinou a readmissão dela, afirmando que o seu problema é uma doença relacionada ao trabalho e que ela estava no período de estabilidade.


Na época, no entanto, ela contou ter sido barrada pela emissora ao comparecer uma semana depois da decisão à sede deles, em São Paulo.


"Se eu tivesse a informação da lei, eu não teria chorado tanto", disse ao "Pânico".


Prestes a lançar o livro "Dá Um Tempo", Camargo se dedica a divulgar as "doenças invisíveis" causadas pelo trabalho, como a que adquiriu.


"Eu coloquei o dedo na ferida, rompi o sistema", afirmou sobre a quebra do silêncio. "As pessoas param para me agradecer por ter rompido o sistema."


FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO

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