Publicada em 07/01/2020 às 11h41.
Bancos já começaram a cobrar novas taxas de cheque especial
As novas regras do Banco Central estabelecem um limite de juros de 8% ao mês para essa modalidade de crédito.

Imagem: reprodução do Google


As novas normas do cheque especial começaram a valer ontem. As novidades impostas pelo Banco Central estabelecem um limite de juros de 8% ao mês para essa modalidade de crédito, além de permitir a cobrança de uma tarifa de 0,25% sobre o limite de crédito que superar os R$ 500 (primeiro nos novos contratos e, a partir de 1º de junho, sobre os contratos já existentes).


Dentre os maiores bancos do país, quase todos postergaram a cobrança da tarifa, com exceção do Santander, ainda que tenham defendido a taxa nos últimos anos, inclusive no livro publicado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) como uma das medidas para baixar os juros no no Brasil já que reduziria o subsídio cruzado no sistema bancário.


A reportagem reuniu relatos de clientes dos cinco maiores bancos para apurar com quanta clareza a comunicação das mudanças foi feita.


A maioria demonstrou ter um script alinhado sobre as novas regras. Correntistas do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica e Itaú Unibanco não tiveram dificuldade.


Quem procurou o Santander, porém, encontrou informações desatualizadas sobre as taxas de juros no aplicativo, falta de clareza no atendimento telefônico e informações conflituosas. O banco disse que reforçará o treinamento dos funcionários.


O aplicativo do banco informava taxa média mensal de juros de 14,93%, ou seja, o percentual antigo, válido até a semana passada.


No atendimento telefônico, as informações variaram entre os atendentes; alguns chegaram a afirmar que a queda nos juros não valia para todos os correntistas; outros acrescentavam que a tarifa de 0,25%, prevista pelas novas regras, seria cobrada de todos os clientes da modalidade (tarifa só pode ser cobrada apenas de novos contratos; para os antigos, a cobrança só poderá ser feita a partir de junho).


Em e-mail interno enviado aos clientes, a diretoria de lá também informou que caso o correntista solicitasse um aumento ou redução do limite do cheque especial ou aceitasse uma oferta de aumento do limite atual, o ajuste se configuraria como uma nova contratação -situação que permitiria a cobrança da tarifa de 0,25% sobre o limite excedente aos R$ 500.


Segundo o Banco Central, a alteração de limite não configura um novo contrato.


OUTRO LADO


Em nota, o Santander afirmou que está cumprindo rigorosamente as novas regras acordadas.


"As taxas informadas nos canais eletrônicos de atendimento (internet banking e app) são atualizadas com base nos valores do dia anterior. O Banco acrescenta que reforçará o treinamento dos funcionários para garantir que todas as dúvidas dos clientes sejam pronta e corretamente sanadas", informou. O BC afirmou que não comenta sobre casos específicos.


FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO 

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