Publicada em 11/07/2020 às 10h35.
Segunda onda pode trazer gafanhotos ao Brasil como há 74 anos, alertam especialistas
Em setembro de 1946, nuvem chegou ao RS dois meses após passar pela mesma província de Corrientes, na Argentina, e causou perdas na agricultura

Imagem: Reprodução/Google


Uma segunda onda pode fazer a nuvem de gafanhotos que viaja pela Argentina repetir o que ocorreu há 74 anos, entrar no Brasil e causar prejuízos à agricultura. O alerta é de especialistas brasileiros, que apontam semelhanças entre o avanço da praga no país vizinho, neste ano, com a crise ocorrida em setembro de 1946. 


Na segunda metade dos anos 1940, sucessivas nuvens causaram problemas ao sul do Brasil. Em 1946, segundo o entomologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Jerson Guedes, os insetos teriam começado a se disseminar na região desértica e árida do Chaco, dividida por Argentina, Bolívia e Paraguai, e rumado para o sul.


Em julho daquele ano, a praga foi localizada nas províncias de Corrientes e Santa Fé - exatamente como no começo deste mês. E, em meados de setembro, cruzou a fronteira com o Brasil e Uruguai pelo Rio Grande do Sul, chegando a São Paulo em novembro.


A atenção dos pesquisadores para o que ocorrerá nos próximos meses é explicada pela capacidade de reprodução das fêmeas. De acordo com o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), ao encontrar condições propícias, como solo arenoso e clima seco, os gafanhotos podem botar entre 80 a 120 ovos por dia.


O especialista destaca que a forte oscilação da temperatura em um único dia ou mesmo em diferentes semanas pode favorecer o sobrevoo dos gafanhotos quando os termômetros marcarem acima de 15ºC.


FONTE: GLOBO RURAL.

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